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Brasil

Ações da Polícia Militar geram repercussão em diferentes estados

Ocorrências envolvendo a atuação de agentes de segurança em São Paulo e na Bahia ganham destaque na imprensa.

Por 2 min de leitura

Ações da Polícia Militar geram repercussão em diferentes estados
Ações da Polícia Militar geram repercussão em diferentes estados

Um jovem de 20 anos morreu após ser baleado 27 vezes por agentes da Polícia Militar na madrugada de um sábado, dia 10, no bairro de Moema, zona sul de São Paulo. Gustavo Munis de Santana foi atingido durante uma intervenção motivada por uma denúncia de que ele estaria ameaçando tirar a própria vida, mobilizando quatro policiais que efetuaram um total de 45 disparos.

De acordo com os registros policiais, a guarnição foi acionada por volta das 3h e encontrou o jovem perto de uma passarela. Os agentes relataram que Gustavo correu, colocou a mão na cintura e apontou um objeto escuro em direção à equipe, gesto interpretado como ameaça. No entanto, junto ao corpo foi encontrado apenas um telemóvel da marca Samsung, sem a presença de armas de fogo.

A perícia confirmou 27 ferimentos decorrentes dos tiros. Familiares informaram que o jovem não possuía antecedentes criminais e fazia uso de medicamentos antidepressivos desde o ano anterior. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo afastou os policiais das atividades operacionais, apreendeu as armas e abriu um Inquérito Policial Militar, enquanto a Polícia Civil e a Corregedoria apuram o caso.

Em outro desdobramento envolvendo a corporação, a soldado da Polícia Militar da Bahia Valdilene Nonato Santos França obteve liberdade por decisão judicial no dia 2 de outubro. Ela estava presa temporariamente desde o dia 4 de agosto devido às investigações sobre a morte do comerciante Leonardo Gil Lima, conhecido como Léo Lanches, de 33 anos.

O comerciante foi baleado na cabeça em 23 de julho, durante uma ação policial na localidade de Lessa Ribeiro, no bairro de São Cristóvão, em Salvador, falecendo menos de uma semana após a inauguração de seu estabelecimento comercial. A corporação havia alegado que os agentes foram recebidos a tiros e revidaram, mas moradores contestaram a versão oficial e negaram a existência de confronto.

O laudo pericial do Departamento de Polícia Técnica identificou a arma responsável pelo disparo fatal. A investigação foi conduzida pela 1ª Delegacia de Homicídios de Salvador com o apoio de análises de câmeras corporais, depoimentos de testemunhas e perícias complementares.

Fontes consultadas

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