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Brasil

Advogado é espancado por torcedores em Cabo Frio após se recusar a tirar camisa

Vítima foi agredida por integrantes de uma torcida organizada do Vasco após deixar um bar na Região dos Lagos.

Por 3 min de leitura

Advogado é espancado por torcedores em Cabo Frio após se recusar a tirar camisa
Advogado é espancado por torcedores em Cabo Frio após se recusar a tirar camisa

O advogado Rafael Vieira da Costa, de 39 anos, foi alvo de uma violenta agressão na madrugada da última quarta-feira (14), no bairro Palmeiras, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro. O episódio ocorreu após o profissional ser abordado por um grupo de torcedores que exigiu a retirada de uma camisa de uma torcida organizada do Vasco da Gama.

Segundo o relato da vítima, o conflito teve início após ele assistir a uma partida de futebol em um estabelecimento comercial na Avenida Vitor Rocha. Ao caminhar pela Rua Porto Alegre, Rafael foi cercado por cerca de 15 indivíduos ligados à 20ª Família Força Jovem Vasco, grupo do qual ele fez parte durante 14 anos. Os agressores teriam exigido que ele removesse a vestimenta por não integrar mais a organização.

Imagens registradas durante o incidente mostram o momento em que o advogado é cercado e espancado pelo grupo. Mesmo após cair ao chão e não oferecer resistência, Rafael continuou a receber golpes. Conforme o depoimento da vítima, ele chegou a ficar desacordado por aproximadamente cinco minutos enquanto as agressões, incluindo chutes na cabeça, prosseguiam.

Em decorrência da violência, o advogado sofreu hematomas, especialmente na região do olho direito, e perdeu um dente. Em entrevista, Rafael declarou: “Eu só lembro que eu acordei aqui na minha cama. Espero que os fatos sejam apurados e que os responsáveis sejam identificados e punidos”. Ele afirmou ainda que o ataque também teria sido motivado por desentendimentos anteriores envolvendo a liderança da torcida.

O caso foi registrado na 126ª Delegacia de Polícia apenas no domingo (18), após a vítima buscar atendimento médico. Rafael explicou que demorou a procurar as autoridades por sentir vergonha da situação. O advogado defende que o inquérito seja conduzido como tentativa de homicídio, dada a gravidade das lesões e a continuidade das agressões mesmo após ele perder a consciência, embora o registro inicial tenha sido feito como lesão corporal.

Para auxiliar nas investigações, o advogado apresentou à Polícia Civil imagens do espancamento, fotografias dos ferimentos, o prontuário médico e o perfil da torcida nas redes sociais. Ele já apontou a identidade de um dos envolvidos, que seria um dos líderes do grupo. A Polícia Civil informou que está analisando as provas e realizando diligências para identificar todos os participantes do ataque.

Até o momento, a torcida organizada Força Jovem Vasco não se manifestou publicamente sobre as acusações feitas pela vítima. O exame de corpo de delito foi realizado pelo advogado na segunda-feira (19), dando continuidade aos procedimentos legais para a apuração do crime.

Fontes consultadas

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