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Americana adota nomadismo para encontrar o lar ideal na aposentadoria

Aos 55 anos, Amber Campbell viaja pelo mundo cuidando de residências alheias enquanto decide onde irá morar após deixar o mercado de trabalho.

Por 2 min de leitura

Americana adota nomadismo para encontrar o lar ideal na aposentadoria
Americana adota nomadismo para encontrar o lar ideal na aposentadoria

Aos 55 anos, a norte-americana Amber Campbell encontrou uma forma inusitada de planejar o seu futuro e testar novos estilos de vida sem comprometer suas economias. Após criar os filhos e passar décadas vivendo em grandes centros urbanos dos Estados Unidos, ela adotou o nomadismo por meio do serviço de cuidado de residências, conhecido como housesitting, em troca de moradia gratuita.

A mudança começou quando ela tinha 52 anos e percebeu que, com a saída dos filhos de casa, estava livre para decidir o seu próprio destino. Em vez de comprar um imóvel ou firmar contratos de aluguel de longo prazo, Amber passou a se hospedar na casa de terceiros durante a ausência dos proprietários, explorando dezenas de localidades que vão desde grandes metrópoles até ilhas remotas e regiões do México.

Em quase três anos de viagens, ela já conheceu mais de 50 lugares e aprendeu a vivenciar o cotidiano como uma moradora local. Durante os períodos de estadia, que costumam durar de duas semanas a três meses, ela frequenta comércios locais, conversa com os habitantes da região e avalia se o local atende às suas necessidades para a futura aposentadoria.

A experiência, no entanto, revelou surpresas sobre suas próprias preferências. Ao retornar a San Francisco para cuidar de uma casa próxima à escola onde estudou na juventude, Amber esperava reviver memórias afetivas, mas acabou se deparando com o estresse do trânsito intenso, a superlotação e o alto custo de vida urbano.

Por outro lado, uma temporada em uma ilha isolada no Pacífico noroecoidental transformou sua visão sobre o isolamento. A necessidade de planejar compras com base nos horários de barcos e de conviver com longos períodos de silêncio a fez perceber que a tranquilidade e a distância do ritmo acelerado das cidades podem ser escolhas revigorantes.

As viagens também abriram espaço para a possibilidade de viver fora dos Estados Unidos. Durante uma temporada de cinco semanas na cidade mexicana de La Paz, ela conheceu a rotina de uma compatriota aposentada no país e passou a considerar o exterior como um cenário viável para o futuro.

Ainda sem uma definição sobre onde pretende se fixar permanentemente, Amber afirma que o processo lhe ensinou lições valiosas sobre flexibilidade. Para ela, a principal descoberta foi perceber que não é preciso ter todas as respostas aos 55 anos e que sempre há tempo para mudar de ideia sobre o rumo da própria vida.

Fontes consultadas

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