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Antonelli recusa número 1 e mantém o 12 em homenagem a Ayrton Senna

Campeão mundial mais jovem da história da Fórmula 1, o piloto italiano da Mercedes confirmou que continuará utilizando a numeração inspirada em seu maior ídolo.

Por 3 min de leitura

Antonelli recusa número 1 e mantém o 12 em homenagem a Ayrton Senna
Antonelli recusa número 1 e mantém o 12 em homenagem a Ayrton Senna

O piloto italiano Andrea Kimi Antonelli, recém-coroado campeão mundial de Fórmula 1 na temporada de 2026, tomou a decisão de não utilizar o tradicional número 1 em seu carro no próximo campeonato. Aos 20 anos, o competidor da Mercedes optou por manter o número 12, em uma clara demonstração de tributo ao tricampeão brasileiro Ayrton Senna, considerado por ele sua maior referência no automobilismo.

A confirmação do título ocorreu neste domingo (1º), no Grande Prêmio do México, disputado no Autódromo Hermanos Rodríguez. Com a terceira colocação na prova vencida por Max Verstappen, Antonelli garantiu matematicamente a taça com quatro etapas de antecedência e estabeleceu a marca de campeão mais jovem da história da categoria, superando o recorde anterior de Sebastian Vettel e encerrando um jejum de 73 anos sem títulos da Itália, cuja última conquista havia ocorrido com Alberto Ascari em 1953.

Apesar de ter direito de estampar o número 1 reservado ao detentor do título, o jovem piloto já havia deixado clara sua preferência anteriormente. Em entrevistas concedidas antes de assegurar o campeonato, Antonelli destacou que pretendia continuar com sua numeração tradicional. A escolha do número 12 remete diretamente aos anos em que Senna utilizou o identificador na Lotus e na McLaren, equipe pela qual o brasileiro conquistou seu primeiro título mundial em 1988.

A admiração pelo ídolo brasileiro começou na infância, impulsionada pelos registros em vídeos e DVDs que assistia ao lado do pai, Marco Antonelli. O jovem italiano revelou que a identificação com Senna ocorreu de forma natural, cativado tanto pelo estilo de pilotagem quanto pela postura do brasileiro dentro e fora das pistas. Além de carregar o número desde as categorias de base no kart e na Fórmula 4, Antonelli guarda em sua coleção pessoal um autógrafo original de Senna datado de 1984.

A trajetória de Antonelli na Fórmula 1 tem sido marcada por paralelos temporais e estatísticos com a carreira do brasileiro, embora o próprio piloto peça cautela nas comparações. Enquanto Senna precisou de cinco temporadas para alcançar o topo após sua estreia em 1984, o italiano atingiu o campeonato mundial em seu segundo ano na categoria principal, tendo estreado pela Mercedes em 2025 para ocupar a vaga deixada por Lewis Hamilton.

A relação com o legado de Senna também se manifesta em homenagens físicas prestadas pelo italiano. Em 2025, durante o Grande Prêmio da Emilia-Romagna em Ímola — local do trágico acidente que vitimou o brasileiro em 1994 —, Antonelli utilizou um capacete comemorativo e visitou o túmulo de Senna no Cemitério do Morumbi, em São Paulo. Para a próxima etapa no Brasil, em Interlagos, o piloto já prepara um novo tributo especial.

Com o encerramento antecipado da disputa de 2026, Antonelli soma números expressivos em sua curta passagem pela elite do automobilismo, contabilizando vitórias marcantes em circuitos como China, Mônaco e Canadá. Ao recusar o número 1 e preservar o 12, o jovem campeão reafirma o compromisso de levar consigo a inspiração de Ayrton Senna na nova fase de sua carreira na Fórmula 1.

Fontes consultadas

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