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Tecnologia

Apple Intelligence é aprovada na China e testes começam em dezembro

A fabricante do iPhone planeja estrear recursos básicos de inteligência artificial no mercado chinês por meio da atualização do iOS 27.3.

Por 3 min de leitura

Apple Intelligence é aprovada na China e testes começam em dezembro
Apple Intelligence é aprovada na China e testes começam em dezembro

A Apple obteve a aprovação regulatória para introduzir sua plataforma de inteligência artificial, o Apple Intelligence, na China continental. A confirmação foi dada pelo presidente executivo da empresa, Tim Cook, durante uma entrevista concedida em Xangai ao veículo estatal chinês The Paper. Enquanto uma fase de testes iniciais está prevista para começar ainda em outubro com funcionalidades limitadas, o lançamento comercial definitivo para o público é aguardado para o mês de dezembro, integrando a atualização do sistema operacional iOS 27.3 para iPhones, iPads e Macs.

A chegada da tecnologia ao território chinês ocorre após um longo período de barreiras regulatórias que mantiveram os recursos de IA da marca fora de um de seus mercados mais estratégicos. A Apple havia recebido uma autorização preliminar das autoridades locais em julho, mas precisou conduzir novas negociações com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e com o Ministério do Comércio para viabilizar a estreia comercial. Durante sua visita à China, Tim Cook se reuniu com o ministro do Comércio, Wang Wentao, para debater o avanço da inteligência artificial e as operações da companhia.

Para cumprir as exigências das leis chinesas, a Apple precisou realizar concessões significativas em comparação à sua operação em outras regiões do mundo. A empresa desenvolveu um modelo de linguagem específico para o mercado local em parceria com o Alibaba Group, que apoiou o processo de treinamento e forneceu sistemas como o Tongyi Wanxiang e o Qwen. Além disso, a plataforma contará com mecanismos de controle, incluindo um filtro estruturado em conjunto com parceiros locais que permite ao governo chinês aprovar atualizações contínuas dos modelos de inteligência artificial.

A primeira versão do pacote de inteligência artificial disponibilizada aos usuários chineses trará ferramentas que já estrearam em outros países há dois anos. Entre os recursos confirmados estão a tradução ao vivo em tempo real, ferramentas aprimoradas de escrita, resumos de notificações, a criação de emojis personalizados conhecidos como Genmojis e a ferramenta de limpeza para remover elementos indesejados de fotografias.

Por outro lado, importantes inovações da marca ficarão de fora desta fase inicial de lançamento. A nova assistente Siri baseada em inteligência artificial — reconstruída com modelos Gemini, do Google — não será integrada ao mercado chinês neste momento. Ferramentas próprias de geração de imagens, como o aplicativo Image Playground, e a capacidade de expansão automática de fotos também foram excluídas do pacote para atender aos critérios regulatórios locais, enquanto algumas funções de geração de texto enfrentarão restrições de uso.

A estratégia da Apple na China também envolveu parcerias com a gigante de buscas Baidu para lidar com demandas relacionadas a buscas e à operação da assistente virtual. No entanto, executivos da companhia demonstram cautela e poucas expectativas de que a Siri com inteligência artificial obtenha autorização dos órgãos reguladores chineses em um futuro próximo.

O lançamento na China ocorre em um cenário de acirrada concorrência no setor de tecnologia móvel. Marcas locais como Huawei, Xiaomi, Oppo e Vivo já comercializam smartphones equipados com soluções avançadas de inteligência artificial, o que levanta dúvidas entre analistas sobre o impacto comercial que um pacote de recursos considerado básico e defasado em dois anos poderá gerar entre os consumidores daquele país.

Fora da China, a Apple também enfrenta obstáculos regulatórios para expandir suas tecnologias mais recentes na União Europeia. Embora a maior parte das inovações tenha sido liberada no bloco europeu em setembro, a Siri com inteligência artificial permanece indisponível para os usuários da região, sem previsões concretas de liberação pelas autoridades locais.

Fontes consultadas

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