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Tecnologia

Apple reduz pedidos do iPhone 18 Pro devido à queda na demanda

Aumento nos custos de chips de memória elevou os preços e esfriou o interesse dos consumidores pelos modelos topo de linha.

Por 2 min de leitura

Apple reduz pedidos do iPhone 18 Pro devido à queda na demanda
Apple reduz pedidos do iPhone 18 Pro devido à queda na demanda

A gigante de tecnologia Apple instruiu fornecedores a reduzirem a produção de componentes para os modelos iPhone 18 Pro e iPhone 18 Pro Max, após enfrentar uma retração na procura por parte dos consumidores. A decisão ocorre em um cenário de encarecimento dos chips de memória no mercado global.

De acordo com fontes do setor consultadas pelo Nikkei Asia, os pedidos de componentes voltados para os smartphones premium sofreram um corte de pelo menos 15% em setembro na comparação com o volume inicialmente solicitado. As reduções se intensificaram em outubro, registrando quedas entre 15% e 20% para ambas as versões.

A alteração no cronograma de lançamentos da empresa também influenciou o volume de vendas no segundo semestre. Ao contrário de anos anteriores, quando todos os novos modelos chegavam simultaneamente às lojas, a companhia optou por priorizar as linhas topo de linha em setembro, deixando o modelo padrão do iPhone 18 e o novo iPhone Air para o início de 2027.

Apesar da diminuição nos embarques, o impacto na receita imediata pode ser atenuado pelo reajuste de preços. Os novos aparelhos chegaram ao mercado pelo menos 10% mais caros do que a geração anterior, com o iPhone 18 Pro custando a partir de US$ 1.199 e a versão Pro Max a partir de US$ 1.299.

Analistas do mercado apontam que os tempos de espera para a entrega dos dispositivos em mais de 30 mercados encolheram em meio a uma oferta estável. Esse comportamento reforça a preocupação com a elasticidade da demanda diante de patamares de preços mais elevados.

O mercado global de smartphones enfrenta uma escassez sem precedentes de chips semicondutores e custos elevados de materiais. Projeções da IDC indicam que o setor deve registrar a maior queda anual de remessas em 2026, com uma retração estimada em 16,7% e reflexos que podem se estender para o ano seguinte.

Enquanto marcas menores voltadas para segmentos mais acessíveis sofrem impactos severos, empresas como Apple e Samsung tendem a ganhar participação no mercado de categorias superiores. A fatia combinada de ambas deve registrar crescimento no período, consolidando a resiliência das gigantes frente às pressões inflacionárias da cadeia de suprimentos.

Fontes consultadas

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