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Brasil

Arqueóloga é baleada no Leblon em tentativa de assalto

Bairro na Zona Sul do Rio registrou alta de 46% nos roubos a pedestres nos primeiros oito meses de 2026.

Por 3 min de leitura

Arqueóloga é baleada no Leblon em tentativa de assalto
Arqueóloga é baleada no Leblon em tentativa de assalto

A arqueóloga aposentada Tânia Andrade Lima, de 80 ou 81 anos, foi baleada com três tiros durante uma tentativa de assalto na tarde de uma quinta-feira na Rua General Venâncio Flores, localizada no bairro do Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A vítima, que é professora aposentada do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro e responsável pela descoberta do Cais do Valongo, foi atingida no pescoço, no ombro e na mão.

Imagens de câmeras de segurança registraram a violência da ação criminosa. O suspeito abordou a arqueóloga e tentou puxar sua bolsa, fazendo com que ela caísse na calçada. Mesmo com a vítima no chão e resistindo à perda dos pertences, o assaltante disparou contra ela antes de fugir em uma motocicleta conduzida por um comparsa.

Após o crime, pedestres tentaram intervir e prestar socorro. Os criminosos fugiram em direção à Lagoa e entraram no Túnel Rebouças, onde sofreram uma queda de moto, abandonaram o veículo e roubaram outra motocicleta para continuar a fuga, segundo informações da Polícia Militar. A corporação chegou a fechar temporariamente o túnel no sentido Centro.

Tânia Andrade Lima foi socorrida inicialmente por policiais militares do programa Segurança Presente e encaminhada ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, de onde foi posteriormente transferida por familiares para a Clínica de Saúde São José. Ela estava lúcida e com quadro de saúde estável, embora o ferimento na mão exigisse maiores cuidados.

O episódio violento ocorre em um cenário de aumento da criminalidade específica na região. Dados do Instituto de Segurança Pública apontam que os roubos a pedestres na área da 14ª Delegacia Policial, no Leblon, subiram 46% entre janeiro e agosto de 2026, com 217 registros frente a 149 no mesmo período do ano anterior.

O levantamento oficial contrasta com os índices gerais do estado e da capital fluminense no mesmo intervalo de tempo. Enquanto o Leblon contabilizou alta nas ocorrências de transeuntes roubados, a totalidade do Estado do Rio de Janeiro registrou uma queda de 17% nesse índice, e a capital apresentou redução de 16%.

Além dos roubos a pedestres, os furtos e roubos de celulares no Leblon também apresentaram crescimento, somando 221 registros, o que representa um acréscimo de 4% na comparação com os primeiros oito meses de 2025. Por outro lado, o roubo de veículos na mesma área caiu pela metade, passando de oito para quatro ocorrências.

O Museu Nacional emitiu uma nota oficial manifestando solidariedade à professora e lamentando que o crime tenha ocorrido na data dedicada aos professores. A instituição destacou a relevância dos serviços prestados por Tânia ao longo de décadas e classificou o caso como um reflexo do agravamento da violência urbana na cidade.

Fontes consultadas

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