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Política

Ascensão da ultradireita marca primeiro turno das eleições no Brasil

Eduarda Campopiano e outros novos nomes conservadores surpreendem nas urnas e transformam o cenário político nacional.

Por 2 min de leitura

Ascensão da ultradireita marca primeiro turno das eleições no Brasil
Ascensão da ultradireita marca primeiro turno das eleições no Brasil

O primeiro turno das eleições brasileiras, realizado em um domingo de outubro, surpreendeu analistas e eleitores ao registrar a vitória da opção de ultraderecha liderada por Flavio Bolsonaro, que obteve 47,03% dos votos, superando o atual presidente e representante da aliança de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva, que alcançou 45,16%.

A diferença apertada entre os dois principais concorrentes representou pouco mais de dois milhões de votos em um universo de quase 159 milhões de eleitores aptos. O resultado definiu a necessidade de um segundo turno marcado para o final do mesmo mês.

Além da disputa presidencial, a principal surpresa da noite eleitoral foi o avanço expressivo da ultradireita no Congresso Nacional, multiplicando o número de cadeiras tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. O mapa político do país também se dividiu geograficamente, com o Sul apoiando a direita e o Norte e Nordeste concentrando os votos na esquerda.

Entre os destaques do pleito legislativo está Eduarda Campopiano, de 23 anos, eleita como a deputada estadual mais votada do estado de São Paulo. A parlamentar construiu sua campanha com base em discursos antifeministas, posições pró-colonialistas e na defesa da figura da mulher dedicada exclusivamente ao ambiente familiar.

Analistas apontam que as pesquisas de intenção de voto não conseguiram antecipar a magnitude desse giro conservador. Fatores como o voto evangélico pentecostal, tradicionalmente alinhado à direita, já eram esperados, mas o desempenho de novos influenciadores digitais e candidatos com pautas severas contra a criminalidade superou as previsões.

A disputa agora se encaminha para as semanas finais com campanhas intensas de ambos os lados. Enquanto o oficialismo liderado por Lula alerta sobre os riscos de um modelo econômico maxiliberal e ultraconservador, a oposição aposta na imagem de renovação e mudança para o futuro do país.

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