Ataques russos matam dezenas na Ucrânia e deixam milhões sem luz
Ofensivas atingiram infraestrutura energética e áreas residenciais, enquanto o governo ucraniano critica suspensão de sanções dos EUA ao diesel russo.
Uma série de ataques russos intensificados na Ucrânia deixou dezenas de mortos e feridos, além de provocar blecautes que afetaram mais de um milhão de pessoas em diferentes regiões do país. As ofensivas atingiram áreas residenciais, centros logísticos e redes elétricas, agravando a crise humanitária e o sofrimento da população civil em meio ao conflito prolongado.
Apenas nas investidas ocorridas em uma sexta-feira, autoridades informaram que pelo menos oito pessoas morreram e cerca de 60 ficaram feridas. Houve registros de vítimas fatais em Kharkiv, Kramatorsk e Dnipropetrovsk. Na região de Volyn, próxima à fronteira com a Polônia, um ataque com drones contra um centro de processamento de alimentos e um terminal aduaneiro resultou em morte e destruição de veículos.
No sábado seguinte, a situação se agravou ainda mais com bombardeios na cidade industrial de Zaporizhzhia, onde 17 pessoas morreram, incluindo três crianças. Um ataque com bombas planadoras reduziu parte de um prédio de apartamentos a escombros. O governador local relatou que vários locais foram atingidos simultaneamente nas primeiras horas do dia.
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskiy, criticou duramente a ofensiva e apontou o momento dos ataques como uma resposta irônica de Moscou a decisões internacionais. Os bombardeios ocorreram logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um acordo para suspender as sanções contra o diesel russo, medida adotada para conter os preços de combustíveis afetados pelo conflito americano com o Irã.
Zelenskiy afirmou que a Rússia interpreta qualquer afrouxamento na pressão internacional como sinalização de que pode continuar atacando impunemente as cidades ucranianas. A suspensão das sanções pegou Kiev de surpresa, ocorrendo no mesmo momento em que autoridades ucranianas e europeias negociavam propostas de paz com enviados dos EUA em Miami.
A ONU alertou recentemente sobre o crescimento acelerado de vítimas civis na guerra. Segundo relatórios da agência de direitos humanos da organização, o número de mortos e feridos civis no último mês apresentou alta expressiva em comparação a períodos anteriores, evidenciando o impacto devastador dos bombardeios contínuos sobre áreas habitadas.
Equipes de resgate e manutenção trabalham ininterruptamente para socorrer feridos sob escombros e restabelecer o fornecimento de energia elétrica nas áreas afetadas. Contudo, os blecautes continuam a paralisar serviços essenciais, como o sistema de metrô na capital, enquanto o cenário político e militar permanece sob extrema tensão.
Fontes consultadas
- Ataques russos matam 8 e deixam mais de 1 milhão sem luz na Ucrânia; 60 ficaram feridos oglobo.globo.com
- Ataque russo mata 17 na Ucrânia após alívio de sanções dos EUA agenciabrasil.ebc.com.br