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Saúde

Avanço da saúde digital e telemedicina transforma atendimento no Brasil

Integração de novas tecnologias e criação de entidades setoriais ampliam o acesso e a eficiência dos serviços médicos em todo o território nacional.

Por 3 min de leitura

Avanço da saúde digital e telemedicina transforma atendimento no Brasil
Avanço da saúde digital e telemedicina transforma atendimento no Brasil

A saúde digital consolidou-se como um pilar essencial na gestão e assistência médica no Brasil, impulsionada pelo avanço tecnológico e por necessidades sanitárias locais. Ferramentas como a telemedicina, prontuários eletrônicos integrados e o monitoramento remoto passaram a fazer parte da rotina de instituições de saúde, otimizando custos operacionais, qualificando o cuidado ao paciente e ampliando o acesso da população aos serviços públicos e privados.

O cenário atual do setor é marcado por forte atração de investimentos e pela necessidade de interoperabilidade entre plataformas para lidar com o volume massivo de dados clínicos. A pandemia de COVID-19 funcionou como um grande catalisador ao flexibilizar regulamentações e viabilizar a adoção recorde de serviços virtuais. Em paralelo, iniciativas públicas como o programa Meu SUS Digital e a Rede Nacional de Dados em Saúde ajudaram a estabelecer os alicerces da infraestrutura tecnológica do país.

Para organizar e fortalecer o mercado provedor dessas soluções, foi fundada em 2025 a Associação Brasileira das Empresas de Soluções Digitais para a Saúde, a ABRADIS. Presidida por Marcelo Silva, a entidade reúne empresas fundadoras e associadas com o objetivo de promover o desenvolvimento técnico, econômico e regulatório do setor de software e serviços digitais, atuando como interlocutora entre o mercado, o governo e a sociedade.

No âmbito municipal, capitais como São Paulo têm expandido o uso da tecnologia por meio de programas específicos. O serviço Saúde Digital SP, integrado ao aplicativo e-saúdeSP, oferece atendimento ininterrupto com clínico geral para casos de baixa gravidade, além de realizar o acompanhamento remoto de pacientes hipertensos, diabéticos e obesos cadastrados na rede pública, facilitando a continuidade do cuidado.

A prática da telemedicina no país é respaldada pela Lei nº 14.510 de 2022, que tornou permanente a telessaúde, e regulamentada pela Resolução CFM nº 2.314 do Conselho Federal de Medicina. As normativas estabelecem que o atendimento a distância deve respeitar a autonomia do profissional, garantir o consentimento livre e esclarecido do paciente, assegurar a confidencialidade dos dados conforme a LGPD e manter a obrigatoriedade de consultas presenciais periódicas em casos de doenças crônicas.

Especialistas apontam que a avaliação da qualidade na telemedicina deve ir além da satisfação imediata do paciente, considerando indicadores rigorosos de processo, resultado e equilíbrio, como taxas de quedas de conexão e retornos não planejados. A integração dessas ferramentas com recursos de inteligência artificial também abre novas perspectivas para diagnósticos e suporte clínico, exigindo supervisão humana contínua e infraestrutura adequada para garantir a segurança e a humanização do atendimento.

Fontes consultadas

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