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Economia

BDRs avançam em outubro com alta do dólar e cenário eleitoral

Investimentos estrangeiros e ativos atrelados ao exterior registraram ganhos em um mês marcado pela desvalorização do Ibovespa e oscilações cambiais.

Por 2 min de leitura

BDRs avançam em outubro com alta do dólar e cenário eleitoral
BDRs avançam em outubro com alta do dólar e cenário eleitoral

Os BDRs, ativos negociados na Bolsa brasileira que representam ações de empresas sediadas no exterior, registraram alta de 0,93% em outubro, impulsionados pelo movimento de valorização da moeda norte-americana. O período foi caracterizado por forte volatilidade nos mercados financeiros nacionais, influenciado pela reprecificação de ativos após o desfecho da eleição presidencial.

Com a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o senador Flávio Bolsonaro na disputa pelo Planalto, o cenário econômico passou por revisões de expectativas. Parte dos investidores manifestava a expectativa de um compromisso mais rígido com o equilíbrio das contas públicas sob a eventual gestão de Flávio, que havia liderado o primeiro turno, gerando um movimento de ajuste de preços conhecido no mercado como o chamado Flávio Day.

Enquanto os BDRs e o dólar acumularam ganhos, o Ibovespa enfrentou forte retração, caindo 9,88% no mês e registrando o pior desempenho entre os principais indicadores financeiros acompanhados. Em contrapartida, o dólar comercial avançou 5,21% e o dólar turismo subiu 5,47%, liderando as altas do período em meio à retração do real frente às incertezas fiscais.

A alta da moeda estrangeira acabou por beneficiar indiretamente os investimentos internacionais e os recibos de ações estrangeiras negociados no Brasil, que acumularam alta de 10,58% no ano e de 11,68% no horizonte de 12 meses. No mesmo intervalo de 12 meses, os títulos de renda fixa, como o Tesouro Selic e o Tesouro IPCA, também se destacaram ao superar a inflação medida pelo IPCA-15.

Especialistas do setor financeiro ressaltam que, ao buscar exposição a mercados globais por meio de BDRs ou contas internacionais, o investidor deve avaliar critérios fundamentais além da variação cambial, como a escolha de corretoras que ofereçam taxas competitivas, segurança regulamentada pela Comissão de Valores Mobiliários e variados perfis de produtos.

A diversificação para o exterior atua frequentemente como uma estratégia de proteção contra instabilidades domésticas. No entanto, a flutuação do câmbio e a oscilação dos mercados internacionais exigem cautela e alinhamento com os objetivos de longo prazo de cada investidor antes da alocação de recursos.

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