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Economia

Binance sofre ataque hacker de US$ 6,3 bilhões e suspende saques

Maior corretora de criptomoedas do mundo foi alvo de um ataque cibernético sem precedentes que gerou um rombo bilionário.

Por 2 min de leitura

Binance sofre ataque hacker de US$ 6,3 bilhões e suspende saques
Binance sofre ataque hacker de US$ 6,3 bilhões e suspende saques

A Binance, maior corretora de criptomoedas do mundo, suspendeu os saques de sua plataforma após sofrer um ataque hacker que resultou no desvio de aproximadamente US$ 6,3 bilhões em ativos digitais na noite de uma quinta-feira. O incidente já é considerado o maior roubo da história do mercado de criptoativos, superando assaltos anteriores e gerando forte volatilidade nos mercados financeiros globais.

Com o impacto do ataque, a cotação do Bitcoin caiu para menos de US$ 80 mil pela primeira vez em mais de um mês, refletindo o nervosismo dos investidores. Informações preliminares indicam que o ataque pode ter sido orquestrado por uma unidade de elite de hackers da Coreia do Norte, hipótese avaliada com alto grau de confiança com base em características de invasões passadas.

Investigações iniciais conduzidas pela própria corretora apontam que o incidente de segurança pode ter ocorrido após o comprometimento do laptop de um engenheiro. O acesso indevido ao computador teria permitido que o invasor alcançasse um contêiner de serviço e executasse transações de saque não autorizadas, embora a empresa reitere que não foram encontradas evidências de vazamento de chaves privadas de carteiras.

Diante da gravidade da situação, parceiros do setor de blockchain atuaram rapidamente para mitigar os danos. Cerca de US$ 3 bilhões já foram bloqueados e congelados na rede com a colaboração de emissores de stablecoins como Tether e Circle, que suspenderam movimentações associadas aos endereços suspeitos.

Para tranquilizar os usuários, a administração da Binance garantiu que todas as perdas serão integralmente cobertas por meio de recursos próprios e do Fundo de Ativos Seguros para Usuários, conhecido como SAFU. A empresa informou que já reservou montantes expressivos e realiza operações no mercado para recompor os ativos afetados.

O episódio reavivou os debates sobre a segurança no ecossistema de ativos digitais e o papel do mercado de seguros especializados. Embora existam apólices voltadas para crimes cibernéticos, responsabilidade tecnológica e falhas em contratos inteligentes, analistas apontam que a cobertura nem sempre é uniforme ou suficiente para cobrir perdas bilionárias sem o suporte direto de fundos de reserva corporativos.

Enquanto as equipes técnicas concluem as análises forenses e os relatórios detalhados, os saques de recursos na plataforma permanecem paralisados. A corretora prometeu publicar uma Prova de Reservas atualizada assim que o processo de remediação e verificação pública for totalmente concluído.

Fontes consultadas

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