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Economia

Bolha de inteligência artificial estoura na China com queda de ações tecnológicas

Colapso em índices de semicondutores e robótica elimina bilhões em valor de mercado e gera apreensão entre investidores locais.

Por 2 min de leitura

Bolha de inteligência artificial estoura na China com queda de ações tecnológicas
Bolha de inteligência artificial estoura na China com queda de ações tecnológicas

As Bolsas da China registraram fortes quedas e atingiram o menor patamar em 14 meses, impulsionadas pelo estouramento da chamada bolha de inteligência artificial. O índice STAR50, focado em tecnologia e semicondutores na China continental, sofreu uma retração expressiva de 40% em menos de quatro meses, o equivalente a uma evaporação de cerca de US$ 480 bilhões em valor de mercado.

O movimento de baixa interrompeu o ciclo de alta que durava dois anos e afetou diretamente os pequenos investidores, que representam a maior parte do mercado varejista na região. Ações de empresas de destaque nos setores de robótica e fabricação de chips, como Unitree e CXMT, viram seus valores despencarem consideravelmente desde o segundo semestre, acumulando perdas acentuadas para quem ingressou no mercado estimulado por expectativas de rali.

Analistas locais apontam que a alta desordenada e a especulação desenfreada contribuíram para a desestabilização do setor. De acordo com o gestor de fundos Dong Baozhen, baseado em Pequim, o mercado evoluiu para uma especulação acentuada que resultou na explosão da bolha financeira.

A retração foi intensificada por fatores como preços elevados de ativos, restrições e ameaças de sanções internacionais sobre o fornecimento de equipamentos tecnológicos para data centers, além de preocupações crescentes em relação à demanda futura por inteligência artificial.

Apesar da forte correção nos preços e do temor de que o cenário possa esfriar as aberturas de capital de novas empresas de tecnologia, especialistas ponderam que a readequação dos valores pode abrir oportunidades para investidores cautelosos e alinhar o mercado a fundamentos de longo prazo.

Gestores como Wang Zhuo, da Shanghai Zhuozhu Investment Management, avaliam que a forte competitividade e as guerras de preços entre fabricantes de componentes acabam por influenciar o ciclo econômico, reforçando que correções intensas fazem parte da dinâmica do setor de tecnologia.

Fontes consultadas

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