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Economia

Bolsa de valores Base Exchange prevê estreia no Brasil para 2027

Nova instituição financeira pretende concorrer com a B3 oferecendo negociação de ações, ETFs e fundos imobiliários com foco em redução de custos.

Por 2 min de leitura

Bolsa de valores Base Exchange prevê estreia no Brasil para 2027
Bolsa de valores Base Exchange prevê estreia no Brasil para 2027

O mercado de capitais brasileiro se prepara para receber uma nova infraestrutura de negociação com a previsão de estreia da Base Exchange até o final de 2027. O projeto, que busca quebrar um monopólio de quase 27 anos sem concorrentes diretos para a B3 no segmento, iniciou formalmente o cadastro de bancos e corretoras interessadas em operar na plataforma.

A nova bolsa, controlada pelo fundo soberano Mubadala Capital de Abu Dhabi, planeja focar inicialmente nos ativos mais populares entre os investidores pessoa física, como ações, fundos de índices conhecidos como ETFs e fundos imobiliários. A estratégia também inclui a disponibilização de uma plataforma voltada para o aluguel de ativos.

Segundo Francisco Gurgel, CEO da Base Exchange, a expectativa é que a concorrência ajude a baratear as operações no país. O executivo argumenta que os custos para negociar no mercado nacional podem superar em até 20 vezes os valores praticados em outras praças internacionais, defendendo que tarifas menores e o aprimoramento tecnológico possam atrair um volume maior de participantes.

O caminho para a abertura da nova bolsa passou por debates regulatórios iniciados em 2023 junto à Comissão de Valores Mobiliários e ao Banco Central. A viabilização de concorrentes à B3 foi impulsionada por resoluções normativas anteriores e por movimentações jurídicas que determinaram o compartilhamento de serviços essenciais de infraestrutura, como a custódia centralizada.

Para viabilizar suas operações, a Base Exchange pretende utilizar a tecnologia desenvolvida pela Flowa, empresa do mesmo grupo com atuação consolidada no fornecimento de sistemas para corretoras e gestoras de recursos. A liquidação das operações ocorrerá na própria bolsa, enquanto a custódia dos papéis será terceirizada para a infraestrutura já existente.

Apesar do avanço nos preparativos e da abertura dos cadastros institucionais, especialistas do setor apontam que o principal desafio da nova entrante será conquistar liquidez suficiente para competir com a robustez e o histórico acumulado pela B3. Além da Base Exchange, o mercado brasileiro também monitora a chegada de outras iniciativas concorrentes focadas em diferentes segmentos, como o mercado de derivativos.

Fontes consultadas

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