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Brasil

Bombeiro investigado por morte de estudante em Taubaté se entrega à polícia

Militar suspeito de matar jovem em briga de trânsito apresentou-se após fim de restrição eleitoral.

Por 2 min de leitura

Bombeiro investigado por morte de estudante em Taubaté se entrega à polícia
Bombeiro investigado por morte de estudante em Taubaté se entrega à polícia

O bombeiro militar Marcos Paulo Fujarra de Oliveira, de 28 anos, entregou-se às autoridades policiais após ter um mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça. O caso ocorreu no interior do estado de São Paulo e gerou grande repercussão na região.

A investigação apura a morte do estudante de Medicina Bruno Hashimura San Juliano, de 23 anos. O crime aconteceu em decorrência de um desentendimento no trânsito registrado na Avenida Professor Walter Thaumaturgo, popularmente conhecida como Avenida do Povo, em Taubaté.

Conforme as informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo, o militar efetuou disparos de arma de fogo contra o acadêmico durante a discussão viária. A defesa do investigado sustenta que a ação ocorreu em legítima defesa.

O estudante frequentava o quarto período do curso de Medicina na Universidade de Taubaté e era pai de uma criança de dois anos de idade. Após ser atingido pelos disparos, o jovem buscou abrigo correndo pela calçada e foi socorrido para o Hospital Regional de Taubaté, mas não resistiu aos ferimentos.

Logo após o episódio violento, registrado no final de setembro, o suspeito chegou a ser detido em flagrante delito. No entanto, durante a audiência de custódia realizada no dia seguinte, a Justiça concedeu liberdade provisória ao bombeiro mediante a imposição de medidas cautelares.

Inconformado com a soltura, o Ministério Público interpôs recurso contra a decisão inicial. O Tribunal de Justiça de São Paulo acolheu o pleito ministerial e determinou a prisão preventiva do investigado.

O mandado expedido pela Justiça não pode ser executado de imediato devido às restrições previstas na legislação eleitoral brasileira, que proíbe a detenção de eleitores nos dias que antecedem e sucedem o pleito, exceto em hipóteses específicas previstas em lei.

Com o encerramento do período de restrição, a defesa do militar informou que ele se apresentaria voluntariamente à corporação policial. Peritos da Polícia Técnico-Científica estiveram no local do crime para realizar os exames periciais e apreenderam a arma utilizada na ocorrência.

O 11º Grupamento de Bombeiros esclareceu que o agente estava licenciado de suas atividades sem a percepção de vencimentos e não prestava serviço na área do Vale do Paraíba. O caso segue sob investigação formal registrada no primeiro distrito policial do município.

Fontes consultadas

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