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Brasil

Borracheiro compra caminhonete no Ceará com milhares de moedas

Cliente passou anos acumulando cédulas metálicas de um real para adquirir veículo em Quixeramobim.

Por 2 min de leitura

Borracheiro compra caminhonete no Ceará com milhares de moedas
Borracheiro compra caminhonete no Ceará com milhares de moedas

O proprietário de uma revendedora de veículos na cidade de Quixeramobim, no interior do Ceará, foi surpreendido no último sábado (17) durante a venda de uma caminhonete Hilux, cuja parte do pagamento foi realizada com milhares de moedas de um real. O comprador, que atua como borracheiro e preferiu não ter a identidade divulgada, passou anos juntando a quantia para concretizar a aquisição.

Segundo o empresário Rafael Fernandes, a negociação envolveu a entrega de outro automóvel como entrada e o restante do montante quitado com as moedas metálicas. O caso ganhou repercussão nacional após um vídeo do momento em que o empresário recebe o pagamento viralizar nas redes sociais, ultrapassando a marca de um milhão de visualizações.

O comerciante relatou que, inicialmente, achou improvável a promessa feita pelo cliente durante as tratativas. "Na hora da negociação ele comentou e eu fiquei sem acreditar, devido nunca ter visto isso na minha vida. Foi quando ele chegou com alguns sacos e um garrafão cheio de moedas", afirmou Rafael Fernandes.

Por questões de segurança e para preservar a privacidade do comprador, o valor exato da caminhonete — um modelo Hilux 2009 SRV — não foi divulgado. Contudo, consultas à Tabela Fipe apontam que veículos semelhantes possuem preços estimados entre R$ 70 mil e R$ 100 mil no mercado brasileiro atual.

Com dez anos de atuação no setor de comércio de veículos, o empresário destacou que esta foi a primeira vez que lidou com uma forma de pagamento tão incomum. "Eu vim do nada, saí do zero. Minha mãe sacoleira há 20 anos, meu pai taxista e cheguei até aqui com muita ousadia. Não posso perder venda por nada, quando vi as moedas não tinha porque não receber", declarou o proprietário.

Devido ao volume expressivo e ao peso do dinheiro acumulado, a contagem não pôde ser concluída no estabelecimento comercial no mesmo dia. Diante da situação, o empresário optou por transferir a quantia para uma agência bancária local, onde a conferência dos valores foi realizada com o auxílio de funcionários da instituição.

Fontes consultadas

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