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Clima

Calor extremo e El Niño afetam Sistema Cantareira e geram incêndios na Amazônia

Temperaturas elevadas e estiagem provocam queda na recuperação de reservatórios em São Paulo e alta expressiva de focos de fogo em estados amazônicos.

Por 2 min de leitura

Calor extremo e El Niño afetam Sistema Cantareira e geram incêndios na Amazônia
Calor extremo e El Niño afetam Sistema Cantareira e geram incêndios na Amazônia

O Brasil enfrenta os impactos severos do calor extremo associado ao fenômeno climático El Niño, com reflexos diretos sobre os recursos hídricos e o meio ambiente em diferentes regiões do país. Em São Paulo, a imprevisibilidade climática e as altas temperaturas elevam a preocupação com a recuperação do Sistema Cantareira, essencial para o abastecimento da população paulistana.

A lógica por trás da apreensão é o aumento do consumo de água impulsionado pelos dias mais quentes, além de uma maior taxa de evaporação nas represas e no solo. Especialistas apontam que, mesmo com a ocorrência de chuvas, o volume pode não ser suficiente para repor os níveis de maneira eficiente, especialmente devido ao regime de precipitações irregulares.

No dia 15 de outubro, o Sistema Cantareira registrou 44,4% de seu volume útil, atingindo o maior patamar em 15 meses. No entanto, o cenário futuro permanece incerto. Boletins de órgãos de monitoramento alertam que precipitações abaixo da média previstas para o início de 2027 podem inverter a trajetória de recuperação dos reservatórios.

Enquanto o Sudeste lida com a oscilação nos níveis de água, a Região Norte enfrenta uma crise severa de queimadas. Os incêndios no estado do Amazonas registraram um aumento de 253% durante as primeiras duas semanas de outubro, na comparação com o mesmo período do ano anterior, totalizando 1.679 ocorrências.

A propagação do fogo tem sido alimentada pelas condições combinadas de calor, seca prolongada e ação humana. A situação crítica de poluição do ar levou à suspensão de aulas e ao cancelamento de atividades ao ar livre em Manaus, cidade que abriga mais de dois milhões de habitantes e onde autoridades recomendaram o uso de máscaras.

Diante do cenário de emergência ambiental, que já atinge dezenas de municípios amazonenses, o governo brasileiro investiga a origem dos incêndios. O Ministério do Meio Ambiente apura se parte das chamas foi provocada deliberadamente, avaliando padrões geométricos identificados em áreas protegidas, embora ressalte que a coincidência com o período eleitoral ainda não confirme uma motivação política.

O avanço das chamas na Amazônia ocorre em um momento em que os índices de desmatamento anual registram quedas expressivas, evidenciando a dualidade entre o controle da supressão florestal e os eventos extremos intensificados pelas mudanças climáticas e pelo El Niño.

Fontes consultadas

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