Camisa de Deltan Dallagnol e bate-boca marcam bastidores de debate
Encontro entre os candidatos à presidência foi marcado por protestos na plateia, cobranças fora do ar e atrasos na chegada das comitivas.
O primeiro debate do segundo turno entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, realizado na noite de um domingo pela Rede Bandeirantes, foi marcado por momentos de alta tensão nos bastidores, atrasos na chegada dos candidatos e episódios de provocação direta na plateia. Entre os episódios mais comentados, o senador eleito pelo Paraná Deltan Dallagnol chamou a atenção ao comparecer ao estúdio vestindo uma camiseta com a frase "Eu prendi o Lula, STF soltou" acompanhada de uma imagem do PowerPoint apresentado em 2016 durante a força-tarefa da Lava Jato.
Dallagnol acompanhou o confronto na primeira fila do estúdio ao lado do governador eleito do Paraná, Sergio Moro, ambos presentes na comitiva de convidados de Flávio Bolsonaro. Durante o programa, o candidato do PL chegou a citar a condenação do petista e apontou para os dois aliados na plateia. A peça de vestuário remete ao episódio do PowerPoint que resultou em uma condenação de Dallagnol por danos morais determinada pelo Superior Tribunal de Justiça em 2022, enquanto as condenações originais de Lula foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal em 2021, ocasião em que a Corte também reconheceu a parcialidade de Moro.
A dinâmica do estúdio também gerou atritos fora do ar. Relatos de bastidores indicam que, enquanto Lula respondia às perguntas, Flávio Bolsonaro circulava ao fundo do cenário fazendo caretas e gestos. Embora a movimentação não estivesse proibida pelas regras do evento, a atitude gerou forte reação no primeiro intervalo, quando o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, e outros aliados do presidente foram até o candidato do PL para reclamar em voz alta.
Apesar da cobrança e da irritação dos governistas, Flávio manteve a postura durante o restante do programa. O acesso ao estúdio foi restrito a integrantes das campanhas devido a limitações de espaço, o que obrigou outros apoiadores a acompanharem a transmissão por meio de telões instalados na parte externa da emissora.
A chegada dos candidatos ao local do debate sofreu atrasos devido ao formato das comitivas. Flávio atrasou-se após decidir chegar acompanhado de aliados que vieram em uma van, incluindo nomes como Nikolas Ferreira e Sergio Moro, o que exigiu ajustes na programação da Band. Do lado de fora, a movimentação refletiu a polarização da disputa, com apoiadores de Lula vestidos de vermelho e manifestantes pró-Flávio reunidos em menor número usando verde e amarelo.
Além dos candidatos e de Dallagnol e Moro, a primeira fila de convidados do PL contou com figuras de destaque como o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o deputado federal Nikolas Ferreira. Do lado petista, o estúdio e as áreas de apoio contaram com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ex-ministro Fernando Haddad, da deputada Tabata Amaral e das ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva.
Fontes consultadas
- Camisa “Eu prendi o Lula”, bate-boca no intervalo e caretas ao fundo: o que não apareceu na TV no debate da Band francesnews.com.br
- Irritação de Sidônio e admissão de conluio entre Moro e Dallagnol: os bastidores do debate na Band diariodocentrodomundo.com.br
- Organizadores de ato de Flávio pedem que apoiadores recolham bandeiras em.com.br
- Consumo de cafeína na infância pode afetar o desenvolvimento cerebral, além do sono, aponta estudo extra.globo.com
- Manifestações mobilizam eleitores de Lula e Flávio em Curitiba - Mural do Paraná muraldoparana.com.br