Candidaturas progressistas disputam quatro estados no segundo turno de 2026
Disputas estaduais ocorrem em meio à polarização nacional e definem governos regionais no próximo dia 25 de outubro.
O campo progressista chegou ao segundo turno das eleições gerais de 2026 com representação em quatro das sete disputas estaduais que exigiram uma nova votação. Marcado para o dia 25 de outubro, o pleito ocorre sob o cenário de polarização nacional entre as candidaturas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, mobilizando eleitores em diferentes regiões do país.
No Rio de Janeiro, a disputa coloca frente a frente Eduardo Paes (PSD), apoiado por setores do centro e progressistas, e Douglas Ruas (PL), representante do campo bolsonarista. Paes obteve 42,76% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto Ruas alcançou 49,27%. A oficialização do resultado e a definição do cenário definitivo, no entanto, aguardam julgamento do Tribunal Superior Eleitoral sobre os votos atribuídos a Anthony Garotinho.
A campanha fluminense de Douglas Ruas tem sido alvo de questionamentos administrativos e jurídicos. O candidato foi apontado em investigações preliminares do Ministério Público do Rio de Janeiro envolvendo empresas com possíveis contratos públicos, além de auditorias apontarem aditivos contratuais em obras na cidade de São Gonçalo durante sua gestão na Secretaria Estadual de Cidades. A defesa e os citados negam irregularidades.
No Amazonas, o senador Omar Aziz (PSD), cuja coligação integra o PT, o PCdoB e o PV, liderou o primeiro turno com 40,60% dos votos e enfrenta Professora Maria do Carmo (PL), que registrou 24,50%. A campanha da candidata do PL acumulou sanções da Justiça Eleitoral por propaganda negativa e foi associada a investigações policiais sobre apreensão de drogas envolvendo um coordenador de campanha, embora a candidata tenha negado qualquer relação com o crime.
No Distrito Federal, a disputa é protagonizada pela atual governadora Celina Leão (PP), que atingiu 49,27% dos votos válidos, e por Leandro Grass (PT), representante da coligação progressista que somou 34,47%. A trajetória de Celina inclui absolvição judicial em março de 2025 em denúncia de corrupção passiva e contestações políticas ligadas a operações envolvendo o Banco de Brasília.
Em paralelo às disputas executivas estaduais, o pleito legislativo de outubro também registrou fatos de repercussão nacional em diferentes estados. No Rio de Janeiro, Leniel Borel, filiado ao Progressistas e pai do menino Henry Borel, assassinado em 2021, foi eleito deputado federal para o seu primeiro mandato, conquistando mais de 72 mil votos após a conclusão do julgamento do caso de seu filho.
Os eleitores voltam às urnas no dia 25 de outubro em seis estados e no Distrito Federal para definir os governantes que assumirão os mandatos nos próximos anos, consolidando a reconfiguração do mapa político nacional após a apuração do primeiro turno.