Carros elétricos podem aumentar o enjoo de passageiros, apontam especialistas
Ausência de ruído e sistema de frenagem regenerativa estão entre os fatores associados ao mal-estar.
Relatos de passageiros indicam que viagens realizadas em veículos elétricos podem provocar ou intensificar episódios de enjoo em determinadas pessoas. O tema tem sido objeto de análises por parte de especialistas, embora investigações iniciais sugiram uma correlação, ainda existe a necessidade de levantamentos mais amplos para a obtenção de conclusões definitivas.
O desconforto relatado está relacionado à cinetose, condição que surge quando o cérebro recebe mensagens conflitantes enviadas pelos olhos, pelo ouvido interno e pelas sensações corporais. Nos carros movidos a eletricidade, a falta do som característico do motor e a redução de vibrações tornam mais difícil para o organismo antecipar momentos de aceleração.
Além disso, oscilações rápidas na velocidade do automóvel também colaboram para o surgimento do mal-estar. A dinâmica de funcionamento desses veículos introduz variáveis sensoriais distintas daquelas encontradas nos modelos tradicionais a combustão.
Outro ponto central apontado por analistas é a adoção da frenagem regenerativa. Quando o condutor retira o pé do pedal do acelerador, o mecanismo aciona a desaceleração do automóvel para direcionar energia de volta à bateria, gerando movimentações súbitas caso a condução não seja executada de maneira suave.
Para mitigar os sintomas durante os trajetos, profissionais da área sugerem medidas preventivas simples, como direcionar o olhar para a frente, abster-se do uso de telefones celulares e da leitura de materiais impressos.
Manter a cabeça firmemente apoiada e optar por ocupar o banco dianteiro do veículo também figuram entre as recomendações práticas indicadas para diminuir a incidência de enjoos em carros elétricos.
Fontes consultadas
- Carros elétricos podem aumentar enjoo em parte dos passageiros, dizem especialistas diariodocentrodomundo.com.br
- Ataque hacker desliga geladeiras em supermercados na França e provoca perda de alimentos epocanegocios.globo.com