CBF vende patrocínios da Copa do Brasil com TV e sem casas de apostas
A entidade assumiu diretamente a comercialização das cotas publicitárias da competição para o ciclo de 2027, buscando novas fontes de receita.
A Confederação Brasileira de Futebol iniciou a venda direta de patrocínios para a Copa do Brasil com foco no ano de 2027, adotando uma nova estratégia para impulsionar os ganhos financeiros do torneio. Anteriormente, essa responsabilidade comercial era delegada a uma agência terceirizada.
Para a temporada de 2026, a entidade ainda mantém um contrato vigente com a agência Brax, que garante um repasse anual de R$ 200 milhões pelas placas publicitárias em campo. Contudo, esse acordo passa por renegociações e prevê ajustes para excluir totalmente anúncios voltados ao setor de apostas esportivas.
O planejamento para 2027 já assegurou acordos de direitos de transmissão com grandes emissoras, como Globo, Amazon e ESPN, superando a marca de R$ 1 bilhão em receitas. Uma das exigências contratuais é a obrigação de os canais exibirem as marcas parceiras do campeonato em elementos gráficos como placares, escalações e inserções comerciais, elevando o valor agregado dos patrocínios.
Apesar do otimismo com a recepção do mercado publicitário, que avalia positivamente as novas oportunidades comerciais, a proibição de publicidade de bets decorrente de medida provisória representa um desafio financeiro. A diretoria da entidade reconhece que a ausência desse segmento gerará um impacto negativo na busca por equiparar as receitas anteriores.
A expectativa atual da gestão é comercializar entre 10 e 12 cotas de patrocínio, variando conforme o porte dos parceiros interessados em adquirir espaços de maior envergadura na competição.
Em paralelo aos movimentos comerciais da Copa do Brasil, a confederação recentemente se posicionou sobre os direitos de transmissão da Seleção Brasileira principal. A entidade negou publicamente ter fechado a renovação de contrato com a TV Globo até 2030 para amistosos e Eliminatórias, afirmando que conversas sobre o tema sequer começaram.
Segundo a confederação, o início das tratativas comerciais para o mundial depende de definições da Confederação Sul-Americana de Futebol acerca do formato competitivo das Eliminatórias. Após a manifestação da entidade, a emissora reconheceu o equívoco na divulgação feita durante um evento em São Paulo, mas manteve os planos de cobertura da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil.