Celina Leão avalia estratégias para o segundo turno no Distrito Federal
Governadora reuniu-se com partidos aliados nesta segunda-feira para traçar os rumos da campanha após ficar a poucos votos da vitória no primeiro turno.
A governadora e candidata à reeleição do Distrito Federal, Celina Leão (PP), reuniu-se na tarde desta segunda-feira (5/10) com representantes dos partidos de sua coligação, Propósito e Ação. O encontro teve como foco principal definir as estratégias para a disputa do segundo turno das eleições ao GDF, marcado para o dia 25 de outubro, onde enfrentará o candidato Leandro Grass (PT).
No primeiro turno, Celina obteve 49,93% dos votos válidos, ficando a apenas 0,07 ponto percentual — o equivalente a 168 votos — de alcançar a maioria absoluta necessária para liquidar a fatura na primeira etapa. Segundo a governadora, erros de digitação nas urnas foram determinantes para impedir sua vitória antecipada. Ela apontou que cerca de 26 mil eleitores acabaram anulando seus votos ao digitarem o número 22, pertencente ao PL, em vez do número 11, utilizado por sua coligação.
Para a nova fase da campanha, a chefe do Executivo distrital já iniciou articulações políticas e revelou ter telefonado para o candidato derrotado Kiko Caputo (Novo), com quem combinou de tomar um café para discutir um possível apoio, destacando a afinidade ideológica entre ambos. A reunião desta segunda-feira contou com a presença de importantes lideranças políticas, incluindo as senadoras recém-eleitas Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, além de deputados e dirigentes de diversas siglas.
Durante o encontro com aliados, Celina também comentou a situação do Banco de Brasília (BRB), instituição que enfrenta turbulências após associação com o Banco Master. A governadora afirmou que esperava vencer no pleito de outubro justamente para solucionar o tema, que classifica como tendo motivação política. Ela relatou que o governo local conduz negociações sigilosas com organismos internacionais em busca de um desfecho favorável.
O cenário eleitoral no Distrito Federal reflete a polarização nacional entre o campo progressista e a direita. Do outro lado da disputa, Leandro Grass chega ao segundo turno apoiado por uma coligação que reúne a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), o PDT e a Federação PSOL/Rede, tendo obtido 34,47% dos votos válidos na primeira votação.
A trajetória política recente de Celina Leão também inclui episódios jurídicos de repercussão. Em março de 2025, ela foi absolvida pela Justiça de uma acusação de corrupção passiva decorrente da Operação Drácon, iniciada em 2016, embora o Tribunal de Justiça do DF tenha mantido a validade de gravações utilizadas em uma ação conexa de improbidade administrativa em outubro do mesmo ano.