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Política

Celso Amorim alerta sobre riscos de submissão aos Estados Unidos

Assessor especial da Presidência criticou uma possível vitória de Flávio Bolsonaro nas urnas.

Por 2 min de leitura

Celso Amorim alerta sobre riscos de submissão aos Estados Unidos
Celso Amorim alerta sobre riscos de submissão aos Estados Unidos

O assessor especial da Presidência da República para assuntos internacionais, Celso Amorim, afirmou em entrevista recente que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro nas eleições presidenciais colocaria o Brasil em um patamar de submissão aos Estados Unidos sem precedentes na história nacional. A declaração foi concedida durante participação no canal de YouTube Tutaméia e repercutiu no cenário político brasileiro.

Segundo o diplomata, nem mesmo o período da ditadura militar apresentou um nível comparável de alinhamento e aceitação de interferência externa. Amorim pontuou que, embora o governo norte-americano tenha apoiado o golpe de 1964 e mantido forte influência na época, havia contestações pontuais em áreas estratégicas, divergindo do cenário atual que ele classifica como uma entrega consentida de soberania.

O ex-ministro destacou que o principal risco dessa postura envolve o controle sobre os recursos naturais do país, a exploração de minerais críticos e o avanço sobre setores sensíveis como inteligência artificial. Para o assessor, a transformação do Brasil em uma espécie de colônia administrada para beneficiar interesses estrangeiros comprometeria a memória histórica e a própria ideia de nação.

Para ilustrar a defesa histórica da soberania nacional, Amorim relembrou episódios como a fundação da Petrobras por Getúlio Vargas, iniciativa contestada na época sob a justificativa de que o país não possuiria petróleo. O diplomata também mencionou momentos em que governos militares brasileiros contrariaram interesses de Washington, a exemplo do reconhecimento pioneiro de Angola e do estabelecimento prévio de relações comerciais com a China.

O contexto eleitoral atual do Brasil é marcado por uma polarização profunda e pela divisão irreconciliável do eleitorado, refletida em disputas acirradas que se repetem desde as eleições de 2018 e 2022. Analistas políticos apontam que o cenário de acusações cruzadas e tensão institucional agrava os desafios para o desenvolvimento e a estabilidade democrática do país.

A trajetória política recente do Brasil inclui momentos de forte alternância de poder, desde os governos liderados pelo Partido dos Trabalhadores, marcados por programas sociais e expansão econômica impulsionada pelo boom das commodities, até investigações de corrupção como a Operação Lava Jato. A cassação de mandatos presidenciais no passado e a condenação de lideranças políticas consolidaram um ambiente de forte divisão na sociedade.

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