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Economia

Cenário de investimentos em 2026: renda fixa, FIIs e juros

Especialistas analisam as principais alternativas e tendências para o mercado financeiro brasileiro em 2026.

Por 3 min de leitura

Cenário de investimentos em 2026: renda fixa, FIIs e juros
Cenário de investimentos em 2026: renda fixa, FIIs e juros

O mercado de investimentos brasileiro em 2026 registra forte movimentação na renda fixa e nos fundos imobiliários, impulsionado pelo patamar da taxa Selic e pelas discussões econômicas e políticas do país. Mesmo com cinco cortes consecutivos, a taxa básica de juros permanece em 13,75% ao ano, mantendo os rendimentos elevados e atraindo recursos substanciais de investidores.

No acumulado de janeiro a agosto de 2026, os fundos de renda fixa registraram entradas líquidas de aproximadamente R$ 138 bilhões, superando em 51% o volume visto no mesmo período do ano anterior. Dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostram que apenas em agosto o setor recebeu R$ 47,2 bilhões. No Tesouro Direto, a captação atingiu cerca de R$ 40 bilhões, com destaque para a preferência por títulos indexados à Selic.

Segundo Otávio Fakhoury, especialista em renda fixa, a persistência de juros elevados decorre também da percepção de risco ligada ao desequilíbrio das contas públicas e a déficits persistentes. Para investidores que buscam liquidez diária e menor volatilidade, o Tesouro Selic segue como alternativa relevante, enquanto os títulos IPCA+ oferecem a possibilidade de ganhos reais acima da inflação até o vencimento.

Outra opção que ganhou destaque nos primeiros meses de 2026 foram os fundos de renda fixa classificados como 'duração baixa crédito livre', que acumularam retorno de 11,14% até setembro, segundo a Anbima. No entanto, analistas alertam que essa modalidade exige tolerância a um maior risco de crédito devido à exposição a títulos de empresas privadas.

No segmento de fundos imobiliários (FIIs), o primeiro turno da eleição presidencial de 2026 provocou reações imediatas após o candidato Flávio Bolsonaro terminar à frente do presidente Lula. A queda nos juros futuros longos gerou alta em bloco para os FIIs, com atenção especial voltada para os fundos de tijolo, como galpões logísticos, shoppings e lajes corporativas, que ainda negociam com descontos em relação aos valores patrimoniais.

Entre as recomendações de carteiras para outubro de 2026, fundos de papel atrelados ao CDI, a exemplo do Kinea Rendimentos Imobiliários (KNCR11), mantêm liderança em diversas casas de análise devido à proteção oferecida pela Selic em 13,75%. Simultaneamente, fundos de tijolo como BTLG11, HSML11, XPML11, MCCI11, BRCO11 e PVBI11 aparecem com destaque nas preferências de instituições como BTG Pactual, Santander, Empiricus e XP.

Especialistas ressaltam que não existe uma única aplicação ideal para o período. A escolha do investimento depende do alinhamento entre o prazo, o perfil de risco do investidor e a busca por previsibilidade fiscal para os próximos anos, especialmente com o segundo turno das eleições presidenciais marcado para o dia 25 de outubro de 2026.

Fontes consultadas

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