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Economia

CEO da Stellantis pede desculpas por falhas em motores

Antonio Filosa admitiu problemas crônicos na correia banhada a óleo de motores europeus durante o Salão de Paris.

Por 2 min de leitura

CEO da Stellantis pede desculpas por falhas em motores
CEO da Stellantis pede desculpas por falhas em motores

Durante o Salão do Automóvel de Paris, na França, o CEO global da Stellantis, Antonio Filosa, pediu desculpas públicas aos clientes pelos problemas de durabilidade registrados nos motores da família 1.2 PureTech. O executivo admitiu as dificuldades enfrentadas pelos proprietários de veículos na Europa e garantiu que a empresa tem investido fortemente na melhoria da qualidade de seus produtos.

O motor em questão, herdado do antigo Grupo Peugeot Citroën, utiliza uma correia de distribuição banhada a óleo. Com o tempo, a degradação e o esfarelamento prematuro desse componente causam o entupimento da bomba de óleo. O problema compromete a lubrificação e pode levar a falhas graves ou até mesmo à perda total do motor.

A situação afetou a reputação de modelos populares de grande volume no mercado europeu, como os veículos da Peugeot, Citroën e Opel. Além do desgaste da correia, o conjunto apresentou fragilidades na degradação de componentes internos, gerando desconfiança entre os consumidores de maior quilometragem.

Para tentar conter a insatisfação, a gestão liderada por Filosa adotou medidas de reparação na Europa, incluindo a ampliação da garantia dos carros afetados para dez anos ou 175.000 quilômetros, além da criação de uma plataforma de reembolso para clientes que arcaram com consertos na rede oficial.

A montadora também optou por mudar sua estratégia mecânica a longo prazo. A tecnologia de correia banhada a óleo está sendo substituída gradualmente pela família de motores Firefly, desenvolvida pela Fiat, que utiliza corrente de comando metálica. A transição faz parte de uma reestruturação para garantir maior resistência e durabilidade aos futuros veículos.

No Brasil, o impacto da tecnologia foi mais restrito. Apenas o antigo Peugeot 208 utilizou o motor 1.2 PureTech no mercado nacional, mas a fabricante aplicou um plano de manutenção mais rigoroso desde o início, exigindo a troca antecipada da correia para evitar quebras. Atualmente, o hatch utiliza outras opções mecânicas.

Como parte das ações para reverter o desgaste de imagem, a Stellantis implementou cem salas de controle de qualidade na Europa e na América do Norte. As unidades reúnem engenheiros e diretores diariamente para identificar defeitos antes da entrega, o que, segundo o executivo, resultou em uma queda de cerca de 30% nos índices de falhas reportadas desde o início do ano.

Fontes consultadas

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