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Ciência

Chuva de meteoros do cometa Halley atinge o pico no Brasil

Fenômeno astronômico das Oriônidas traz detritos espaciais que riscam o céu noturno, com melhores condições de visualização na madrugada.

Por 3 min de leitura

Chuva de meteoros do cometa Halley atinge o pico no Brasil
Chuva de meteoros do cometa Halley atinge o pico no Brasil

A chuva de meteoros Oriônidas, formada por detritos deixados pelo cometa Halley, atinge seu pico de atividade entre a noite desta terça-feira, 21 de outubro, e a madrugada de quarta-feira, 22 de outubro de 2026. O fenômeno pode ser observado de todo o território brasileiro, embora a visibilidade dependa de céus limpos e de estratégias para contornar a luminosidade da Lua.

O evento ocorre anualmente quando a órbita da Terra cruza uma vasta trilha de poeira e gelo liberada pelo cometa 1P/Halley ao longo de suas passagens pelo Sistema Solar interior. Conforme essas partículas entram na atmosfera terrestre a uma velocidade aproximada de 66 quilômetros por segundo, elas se incendeiam e produzem os rastros luminosos conhecidos popularmente como estrelas cadentes.

Segundo estimativas da Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA) e da American Meteor Society (AMS), a expectativa é de que seja possível visualizar entre 10 e 20 meteoros por hora sob condições de céu perfeitamente escuro. No entanto, a fase de Lua crescente gibosa, com iluminação próxima a 80% na noite do pico, atuará como um obstáculo, ofuscando os rastros menos brilhantes e reduzindo a contagem visível.

Para contornar o brilho lunar e obter uma experiência satisfatória, astrônomos e especialistas recomendam que os observadores priorizem as horas finais da madrugada, período em que a Lua já se pôs no horizonte. O uso de barreiras visuais, como muros ou árvores para bloquear diretamente a luz da Lua sem comprometer o restante da abóbada celeste, também é indicado.

A observação das Oriônidas dispensa o uso de equipamentos complexos, como telescópios ou binóculos, bastando olhar para o céu a olho nu. É fundamental escolher locais afastados da poluição luminosa dos grandes centros urbanos, preferencialmente em áreas rurais, praias ou mirantes, e reservar cerca de 20 a 30 minutos de adaptação visual na penumbra, evitando o uso de telas de celulares.

O radiante da chuva, ponto do céu de onde os meteoros parecem se originar, localiza-se nas proximidades da constelação de Órion. No entanto, os observadores não devem fixar o olhar estritamente nessa direção, pois os rastros luminosos podem surgir em qualquer região ampla do céu. Ocasionalmente, fragmentos maiores podem dar origem a bólidos, que geram clarões mais prolongados.

Embora o pico se concentre na virada de 21 para 22 de outubro, a atividade das Oriônidas permanece ativa de 2 de outubro até 7 de novembro. Isso permite que interessados tentem a observação em noites vizinhas caso o tempo nublado ou a claridade da Lua atrapalhem o evento principal.

O cometa Halley, responsável pelo fenômeno, leva aproximadamente 76 anos para completar sua órbita ao redor do Sol. Como sua última passagem pela Terra ocorreu em 1986 e o próximo retorno está previsto apenas para 2061, a chuva de meteoros anual permanece como a principal oportunidade para o público entrar em contato direto com os rastros deixados pelo corpo celeste.

Fontes consultadas

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