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Brasil

Cliente consome bolo com rato morto por três dias em Porto Alegre

Consumidor não apresentou sintomas imediatos, mas buscou atendimento médico profilático após o caso vir à tona.

Por 2 min de leitura

Cliente consome bolo com rato morto por três dias em Porto Alegre
Cliente consome bolo com rato morto por três dias em Porto Alegre

Um cliente consumiu por cerca de três dias um bolo que continha um rato morto em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, sem perceber inicialmente a contaminação. O caso ocorreu em uma unidade da rede Casa de Bolos situada no bairro Cavalhada, na Zona Sul da capital gaúcha, e passou a ser investigado pela Polícia Civil após o registro de ocorrência.

Apesar de ter ingerido o alimento contaminado durante vários dias, o homem não apresentou sintomas de intoxicação ou mal-estar. Mesmo assim, ele procurou orientação médica com um infectologista, recebeu medicação para profilaxia e precisará manter o monitoramento de sua saúde ao longo de um período de trinta dias, conforme explicou a delegada Milena Cimiolli, responsável pela investigação na Delegacia do Consumidor.

De acordo com as apurações policiais, o roedor foi assado junto com a massa do bolo. A delegada aponta que o corpo do animal apresenta pedaços do alimento grudados, tornando impossível visualizar a parte interna, o que descarta a possibilidade de o bicho ter entrado no produto após a saída do estabelecimento comercial. A principal linha de investigação sugere que o animal estava no interior do forno e acabou caindo na massa ao tentar escapar.

Diante da denúncia, a Polícia Civil acionou a Vigilância Sanitária para realizar uma fiscalização no local. Os agentes encontraram condições severas de precariedade higiênica, incluindo fezes e urina de roedores próximas às áreas de produção e sobre recipientes com ingredientes, além de produtos com prazos de validade vencidos, grades enferrujadas e presença de fungos.

A proprietária da franquia, identificada como Amanda Borges Lopes Schenk, de 41 anos, foi presa em flagrante por crime contra as relações de consumo devido à comercialização de mercadoria imprópria. Ela foi solta no dia seguinte após passar por audiência de custódia, ficando obrigada a cumprir exigências de saneamento e adequação sanitária para que o estabelecimento possa eventual e futuramente retomar as atividades.

A defesa da empresária divulgou uma nota oficial na qual ressalta que o caso está sendo tratado com máxima seriedade e que a loja utiliza serviços de dedetização e controle de pragas há mais de uma década sem registros anteriores de problemas. Os advogados informaram ainda que uma auditoria interna foi instaurada para apurar rigorosamente as circunstâncias do ocorrido, o que inclui a investigação da hipótese de sabotagem por parte de algum funcionário insatisfeito.

Fontes consultadas

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