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Clima

Clima extremo e El Niño geram impactos globais e alertas

Organização Meteorológica Mundial alerta para a intensidade inédita do fenômeno e seus reflexos no clima.

Por 2 min de leitura

Clima extremo e El Niño geram impactos globais e alertas
Clima extremo e El Niño geram impactos globais e alertas

A Organização Meteorológica Mundial alertou que o fenômeno El Niño pode atingir uma intensidade sem precedentes, superando registros meteorológicos das últimas quatro décadas. Segundo a entidade, os impactos do clima extremo já são evidentes em diversas regiões do planeta, com previsões de que o ponto máximo ocorra nos próximos anos e deixe consequências prolongadas.

Na América do Sul, os efeitos variam entre precipitações extremas e secas severas. No cone sul, o excesso de chuva elevou o nível de bacias hidrográficas importantes, como a do rio Paraná, exigindo a abertura de comportas em grandes represas e provocando alagamentos e evacuações de moradores em áreas ribeirinhas do Paraguai e da Argentina. Em contrapartida, áreas da bacia amazônica e países como Colômbia, Equador e Peru enfrentam déficits hídricos que comprometem a geração de energia e a agricultura.

No Pacífico oriental, a temporada de huracanes tem apresentado alta atividade, impulsionada pelas temperaturas oceânicas elevadas e ventos fracos. Em contraste, o oceano Atlântico tem registrado uma calmaria incomum devido à cizalladura do vento amplificada pelo El Niño, o que limita significativamente a formação de tempestades tropicais na região.

Outras regiões do mundo também sofrem com as alterações climáticas e os eventos meteorológicos severos. Na Ásia, a Indonésia enfrenta sua pior temporada de incêndios florestais em uma década, agravada pelas condições secas e quentes associadas ao fenômeno, enquanto a Índia registra chuvas de monção abaixo da média histórica.

A secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial destacou que as projeções atuais ultrapassam as referências históricas disponíveis e que a população mundial já presencia episódios de eventos catastróficos. Autoridades internacionais reforçam a necessidade de que os governos implementem medidas para mitigar os impactos sobre as populações expostas a inundações, secas e ciclones.

Paralelamente, relatórios ambientais indicam que o aquecimento global continua em trajetória ascendente, com riscos de aumentos expressivos na temperatura média do planeta caso as políticas atuais de emissões de gases de efeito estufa não sejam rigorosamente revisadas por meio de transições energéticas aceleradas.

Fontes consultadas

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