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Esportes

Clube social do Botafogo assume controle de mais de 99% da SAF

A Eagle Bidco desistiu de exercer direito de preferência e reduziu drasticamente sua participação societária na SAF do clube alvinegro.

Por 3 min de leitura

Clube social do Botafogo assume controle de mais de 99% da SAF
Clube social do Botafogo assume controle de mais de 99% da SAF

O Botafogo anunciou, em nota oficial divulgada nesta terça-feira, que o clube associativo passou a deter mais de 99% do capital social da SAF da instituição. A mudança ocorreu após a Eagle Bidco, empresa criada pelo americano John Textor e antiga acionista majoritária, informar em 22 de outubro que não exerceria seu direito de preferência para adquirir novas ações ordinárias emitidas pela companhia.

A emissão de 200 milhões de novas ações foi aprovada em Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 24 de setembro, com o objetivo de reforçar os recursos financeiros da SAF e garantir o cumprimento de obrigações fundamentais, como o pagamento de salários. Na ocasião, ficou estabelecido um prazo de 30 dias para que os acionistas realizassem aportes proporcionais.

O Botafogo associativo subscreveu 102 milhões de novas ações, referentes a 51% da fatia colocada, com um investimento de pouco mais de R$ 1 milhão. Como a Eagle Bidco não se manifestou dentro do prazo estipulado, que encerrou no final de outubro, o clube social adquiriu a totalidade das ações remanescentes. Com isso, a participação da empresa ligada a Textor foi reduzida para cerca de 0,82%.

Em seu comunicado oficial, a SAF Botafogo destacou que seguiu estritamente todos os trâmites legais e contratuais previstos. A empresa ressaltou a publicação do edital de convocação, a contratação de um laudo de avaliação emitido pela Meden Consultoria para definir o preço justo de emissão e a abertura do prazo legal para o exercício da preferência, mesmo com os direitos políticos da Eagle estando suspensos por decisão da 2ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro.

A nova configuração societária abre caminho para que o clube social avance nas negociações de venda de cerca de 90% da SAF para a GDA Luma, grupo liderado pelo empresário mexicano Gabriel de Alba. No entanto, fontes dos bastidores indicam que a transferência definitiva das ações não deve ser imediata, aguardando o progresso das conversas com credores no âmbito da recuperação judicial para evitar entraves no deságio das dívidas.

Apesar da alteração drástica na divisão acionária, a diretoria alvinegra garantiu que a operação não provocará mudanças operacionais ou administrativas na estrutura executiva. A gestão seguirá normalmente suas atividades nas áreas financeira, jurídica e esportiva, mantendo nomes como o CEO Eduardo Iglesias e o diretor de futebol Léo Coelho em seus respectivos cargos.

Ainda que o clube amplie o seu domínio interno sobre a SAF, a disputa jurídica pelo controle e pela titularidade das ações permanece em aberto. Enquanto o processo de reestruturação avança no Brasil, John Textor segue contestando as movimentações e buscando validar na Justiça decisões obtidas no exterior.

Fontes consultadas

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