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Colisão entre trens de alta velocidade na Espanha deixa dezenas de mortos

Acidente na província de Toledo envolveu composições da Renfe e da Iryo, resultando na suspensão de serviços ferroviários e partidas de futebol.

Por 3 min de leitura

Colisão entre trens de alta velocidade na Espanha deixa dezenas de mortos
Colisão entre trens de alta velocidade na Espanha deixa dezenas de mortos

Uma grave colisão entre dois trens de alta velocidade na Espanha, ocorrida na quarta-feira (28), resultou em dezenas de mortes e centenas de feridos na província de Toledo. O impacto aconteceu por volta das 8h54 no horário local, nas proximidades da estação de Urda, a cerca de 150 quilômetros de Madri, na linha que conecta a capital espanhola à região da Andaluzia. A ocorrência envolveu uma composição da empresa pública Renfe, que havia partido de Madri com destino a Sevilha, e outra da operadora privada Iryo, que estava parada nos trilhos entre os municípios de Los Yébenes e Urda.

Os balanços divulgados sobre o número de vítimas variam conforme as atualizações das autoridades e órgãos de proteção civil, oscilando entre pelo menos 30, 46 e até 64 mortos, acompanhados de 179 feridos, sendo dezenas em estado grave. Com a força do impacto, os comboios sofreram descarrilamentos parciais, com vagões tombados e alguns caídos por um barranco. Equipes de resgate, incluindo bombeiros, helicópteros, unidades de terapia intensiva e efetivos da Unidade Militar de Emergências, foram mobilizadas para o local a fim de socorrer os sobreviventes e acessar os vagões danificados.

Passageiros relataram momentos de pânico durante o desastre. Miguel, que viajava no vagão traseiro de uma das composições, descreveu o impacto à Rádio COPE. Ouvimos um estrondo enorme, um baque realmente gigantesco que durou 10 segundos, como se o trem estivesse prestes a descarrilar, e pela janela pudemos ver um trem destruído, relatou ele. Centros de atendimento a familiares foram abertos em estações de Madri e Sevilha, enquanto autoridades locais solicitaram doações de sangue para atender os feridos.

O impacto do desastre repercutiu imediatamente na política e nas instituições do país. O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, cancelou seus compromissos oficiais e expressou solidariedade às vítimas, enquanto o Partido Socialista (PSOE) suspendeu as atividades de campanha para as eleições gerais antecipadas previstas para 29 de novembro. Outras legendas políticas também paralisaram agendas, embora divergências tenham surgido com partidos de oposição sobre o uso político da tragédia e a situação da infraestrutura ferroviária nacional.

No esporte, a Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) anunciou a suspensão de todas as 24 partidas da primeira rodada da Copa do Rei que seriam disputadas na ocasião, em sinal de luto e respeito às vítimas. A circulação na linha de alta velocidade entre Madri e a Andaluzia permaneceu totalmente interrompida para os trabalhos de perícia e remoção dos destroços.

Este grave episódio ocorre em um contexto sensível para a rede ferroviária espanhola, que é a segunda maior do mundo em extensão de trilhos de alta velocidade. O acidente reacendeu intensos debates sobre os investimentos em manutenção e a segurança dos passageiros, uma vez que se trata do segundo desastre fatal registrado na mesma linha em menos de um ano, após um evento similar ocorrido em janeiro nas proximidades de Adamuz, na província de Córdoba.

Fontes consultadas

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