Pular para o conteúdo
Economia

Complexo Cidade Matarazzo em São Paulo recebe mais de R$ 3 bilhões

Antigo hospital abandonado na Bela Vista foi transformado em um polo bilionário de hotelaria, gastronomia e luxo.

Por 2 min de leitura

Complexo Cidade Matarazzo em São Paulo recebe mais de R$ 3 bilhões
Complexo Cidade Matarazzo em São Paulo recebe mais de R$ 3 bilhões

O empresário francês Alexandre Allard transformou o antigo Hospital Matarazzo, localizado na região da Bela Vista, em São Paulo, em um complexo multiuso que já recebeu mais de R$ 3 bilhões em investimentos. Fechado em 1993, o terreno foi comprado pelo Grupo Allard em parceria com o fundo WWI por R$ 117 milhões em julho de 2011, após anos de negociações iniciadas em meados dos anos 2000.

Batizado de Cidade Matarazzo, o espaço de cerca de 30 mil metros quadrados fica a 200 metros da Avenida Paulista e hoje integra operações voltadas para hotelaria, gastronomia, arte, moda e negócios. Entre as marcas presentes no ecossistema estão o hotel Rosewood São Paulo, o Soho House, a Casa Bradesco e restaurantes como Mata Città, Lavva e Preta Maria.

A história do local remonta a 1904, quando o Hospital Umberto I foi inaugurado pela comunidade italiana com apoio do industrial Francesco Matarazzo para atender imigrantes. Nas décadas seguintes, o complexo ganhou novas estruturas, como a Maternidade Condessa Filomena Matarazzo, inaugurada nos anos 1940, antes de entrar em crise financeira e encerrar suas atividades definitivas em outubro de 1993.

A área tombada pelo Condephaat passou pelas mãos da Previ em 1996 e chegou a abrigar uma edição da CASACOR em 2003, mas permaneceu com diversos projetos engavetados até a intervenção definitiva do grupo liderado por Allard. As obras de grande porte começaram em 2015 e enfrentaram o desafio de preservar os edifícios históricos.

Para viabilizar o projeto sem demolir as construções originais, a engenharia adotou a estratégia de escavar o subsolo sob os prédios para criar estacionamentos, áreas técnicas e espaços de circulação. Uma das imagens marcantes do processo foi a sustentação temporária da antiga capela enquanto o terreno abaixo dela era cavado para formar uma estrutura subterrânea conectada.

Do ponto de vista financeiro, a estrutura do negócio envolve diferentes fontes de capital. Allard atua como sócio minoritário e investiu R$ 1 bilhão, enquanto a holding Chow Tai Fook Enterprises, de Hong Kong, aportou outro R$ 1 bilhão como acionista majoritária da BM Empreendimentos, além de aportes de outros sócios e financiamento bancário.

Atualmente, a administração do complexo estima uma circulação de até 20 mil visitantes por dia. No ano passado, as operações do espaço movimentaram mais de R$ 1 bilhão, com a expectativa de ultrapassar R$ 1,5 bilhão até o encerramento de 2026.

Fontes consultadas

Leia também