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Copilota brasileira de 20 anos morre em queda de jato nos EUA

Nathalia Gadelha Filgueiras estava a bordo do Learjet 60 que caiu no condado de Palm Beach, na Flórida, resultando na morte de todas as nove pessoas presentes.

Por 3 min de leitura

Copilota brasileira de 20 anos morre em queda de jato nos EUA
Copilota brasileira de 20 anos morre em queda de jato nos EUA

A copilota brasileira Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, foi identificada por seus familiares como uma das vítimas fatais da queda de um jato particular ocorrida no último domingo no condado de Palm Beach, na Flórida, Estados Unidos. A aeronave do modelo Learjet 60 havia decolado do Aeroporto Internacional de Austin-Bergstrom, no Texas, com destino às Bahamas, mas caiu em uma área residencial de Lake Worth Beach. As nove pessoas que integravam o voo faleceram no impacto.

A identificação foi confirmada publicamente pela mãe da jovem, Camila Gadelha Corteleti, e pelo padrasto, Thiago Corteleti, em entrevistas à imprensa internacional e nacional. A mãe destacou que Nathalia estava exercendo suas funções profissionais no momento do acidente, ressaltando que, na posição de copilota, ela não tinha poder de decisão sobre a condução da operação de voo.

Nathalia nasceu nos Estados Unidos em uma família brasileira e cultivava uma paixão antiga pela aviação, influenciada por seu pai que pilotava como hobby. O interesse precoce levou a jovem a iniciar os estudos de pilotagem em 2020. Em outubro de 2023, aos 17 anos e ainda cursando o ensino médio na West Boca Raton High School, ela conquistou a licença de piloto privado antes mesmo de obter a carteira de motorista para veículos terrestres.

Sua formação inicial contou com o apoio financeiro da Academia de Aviação do Distrito Escolar do Condado de Palm Beach. Posteriormente, ela ampliou sua qualificação na escola de aviação American Flyers e acumulou mais de 1.300 horas de voo, com o objetivo claro de consolidar carreira como comandante de jatos executivos ou piloto de linhas aéreas comerciais.

Registros das comunicações entre a cabine e o controle de tráfego aéreo indicam que a viagem transcorria até que os tripulantes relataram condições meteorológicas adversas, incluindo a formação de gelo na estrutura da aeronave e turbulência moderada. Diante da situação crítica, a tripulação solicitou alteração de altitude antes de declarar emergência.

Nos momentos finais gravados, o piloto transmitiu um pedido de socorro utilizando a expressão internacional de emergência e alertou que o avião estava prestes a colidir com o solo. A queda provocou uma forte explosão, gerando uma cratera próxima a uma estrada e exigindo a mobilização de equipes de resgate e o isolamento de imóveis na região.

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos e a Administração Federal de Aviação lideram as investigações para esclarecer as causas da tragédia, com atenção voltada aos fatores climáticos e ao acúmulo de gelo. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil informou que o Itamaraty permanece à disposição para prestar assistência aos familiares da copilota, caso seja solicitado.

Fontes consultadas

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