Corinthians atinge marca histórica de 151 dias sob punição de transfer ban
Clube paulista enfrenta restrições para registrar novos atletas devido a dívidas acumuladas com credores internacionais e nacionais.
O Sport Club Corinthians Paulista atingiu um recorde negativo em sua história administrativa ao completar 151 dias sob a punição de transfer ban. A sanção, imposta pela Fifa, impede o clube de realizar o registro de novos jogadores em seu elenco profissional, limitando a capacidade da diretoria de reforçar a equipe durante o período de restrição.
A punição atual, que teve início em 21 de maio, está diretamente ligada a uma dívida pendente com o Philadelphia Union, dos Estados Unidos. O débito, referente à contratação do volante José Martínez realizada em 2024, gira em torno de 1,5 milhão de dólares, valor que, na cotação atual, aproxima-se de 7,54 milhões de reais.
Este período de inatividade no mercado de registros supera a marca anterior registrada durante a gestão do presidente Osmar Stabile. Naquela ocasião, o clube ficou impedido de registrar atletas por quase cinco meses, entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, devido a uma dívida de 6,2 milhões de dólares com o Santos Laguna, do México, pela aquisição do zagueiro Félix Torres.
O cenário financeiro do Corinthians é agravado pela existência de múltiplos impedimentos simultâneos. Além do caso envolvendo o Philadelphia Union, o clube enfrenta outro transfer ban da Fifa decorrente da inadimplência na terceira parcela de um acordo com o Midtjylland, da Dinamarca, pela compra do volante Charles, cujo valor é estimado em 1 milhão de euros, aproximadamente 6 milhões de reais.
Para além das sanções internacionais, a instituição também lida com restrições impostas em âmbito nacional. Em 18 de julho, a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), ligada à CBF, aplicou uma punição de seis meses ao clube. A medida foi tomada após o Corinthians deixar de quitar a quinta parcela de um acordo de parcelamento de dívidas, montante que soma cerca de 8 milhões de reais.
A crise administrativa ocorre em um momento delicado para o departamento de futebol. O time profissional busca se afastar da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro, ocupando atualmente a 16ª posição na tabela de classificação, com 32 pontos, mesma pontuação do Internacional, equipe que abre o grupo dos quatro últimos colocados da competição.