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Esportes

Corinthians demite diretor de tecnologia em meio a clima de eleição

Marcelo Munhoes foi desligado do cargo pelo presidente Osmar Stabile após divergências nos bastidores do clube.

Por 2 min de leitura

Corinthians demite diretor de tecnologia em meio a clima de eleição
Corinthians demite diretor de tecnologia em meio a clima de eleição

O Corinthians desligou o diretor de tecnologia Marcelo Munhoes de suas funções na noite de quinta-feira. A decisão foi comunicada diretamente pelo presidente Osmar Stabile, fazendo com que o profissional perdesse imediatamente o acesso aos sistemas e ferramentas internas da instituição esportiva.

O episódio ocorre em um momento de intensa movimentação política no Parque São Jorge, às vésperas da eleição presidencial marcada para o próximo dia 28 de novembro. O prazo para o registro oficial das candidaturas foi encerrado na quinta-feira, confirmando cinco chapas na disputa pelo comando do clube.

A saída de Munhoes gerou diferentes interpretações sobre os motivos do desligamento. Enquanto o contexto recente envolveu a renúncia de outros nomes por conflito de interesses, o ex-diretor relacionou sua demissão a questões políticas, afirmando integrar um grupo que apoia o candidato Rozallah Santoro.

Por outro lado, o presidente Osmar Stabile descartou concorrer à reeleição, declarando que pretende dedicar os últimos meses de seu mandato à reorganização financeira e às negociações referentes à dívida da Neo Química Arena.

Nos bastidores, o clima de tensão administrativa vinha sendo alimentado por uma auditoria interna conduzida entre setembro e novembro de 2025. O relatório de 94 páginas apontou problemas no controle de estoque de materiais esportivos, falhas no registro de notas fiscais da Nike e mais de R$ 6,4 milhões em documentos que não teriam sido devidamente lançados no sistema.

O documento também mencionou o segundo vice-presidente, Armando Mendonça, por supostas retiradas de itens. Mendonça negou veementemente qualquer irregularidade, alegou falhas técnicas no levantamento, acusou o ex-diretor de perseguição política e moveu uma ação judicial por calúnia.

A disputa jurídica avançou quando o Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia e a Justiça tornou Mendonça réu por acusações que incluem apropriação indébita e furto qualificado por abuso de confiança. Embora o dirigente negue as acusações, a Justiça paulista também anulou um processo ético-disciplinar interno do clube contra ele.

Com a confirmação dos candidatos André Castro, Ilmar Schiavenato, José Augusto Mendes, Rozallah Santoro e Sérgio Janikian ao pleito presidencial, o cenário no Corinthians permanece instável, somando conflitos administrativos e disputas políticas antes da votação.

Fontes consultadas

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