Corinthians foca em jogos em casa para evitar rebaixamento no Brasileirão
Equipe paulista terá quatro partidas na Neo Química Arena na reta final da competição nacional para tentar escapar da zona de perigo.
O Corinthians enfrenta uma situação delicada na reta final do Campeonato Brasileiro de 2026 e aposta nos jogos em casa para escapar do rebaixamento à Série B. Faltando oito rodadas para o encerramento da competição, o clube paulista ocupa atualmente a 16ª colocação na tabela, somando 32 pontos, a mesma pontuação do Internacional, que abre a zona de rebaixamento. Além disso, a equipe acumula uma sequência de oito derrotas consecutivas.
Para tentar reverter o cenário desfavorável, o Timão disputará quatro de seus últimos oito confrontos diante de sua torcida na Neo Química Arena. A sequência como mandante começa nesta segunda-feira (19), às 20h, horário de Brasília, em partida contra o Vitória válida pela 31ª rodada do torneio. Os compromissos em Itaquera são considerados fundamentais pela diretoria e pela comissão técnica para acumular pontos preciosos.
O calendário em casa para o restante do campeonato inclui ainda um duelo contra o Mirassol no final de outubro, além de partidas frente a Botafogo e Grêmio previstas para o mês de novembro. No total, o clube tem 12 pontos em disputa atuando como mandante. A missão de comandar a equipe nesta fase decisiva foi entregue ao técnico holandês Clarence Seedorf, contratado recentemente para liderar a reação corintiana.
Apesar da chegada do novo treinador, o Corinthians não contará com ele no banco de reservas na partida desta segunda-feira contra o Vitória devido a trâmites burocráticos relacionados ao registro no Boletim Informativo Diário da CBF. Fora de casa, os compromissos restantes serão contra Vasco, São Paulo, Atlético-MG e Remo, incluindo confrontos diretos contra equipes que também lutam contra a queda.
Paralelamente aos desafios dentro de campo, a diretoria do clube negocia com a Caixa Econômica Federal um acordo para quitar a dívida da construção do estádio, estimada em R$ 630 milhões. Como parte das conversas, o Corinthians avalia transferir os direitos de nome da Neo Química Arena para o banco federal, o que exigiria o encerramento do atual contrato de naming rights firmado com a Hypera Pharma.
No entanto, clube e farmacêutica divergem sobre o valor da multa rescisória para o rompimento do vínculo estabelecido em 2020. Enquanto o Corinthians utiliza como referência a tabela contratual de 2026, que estipula o montante de R$ 47,85 milhões, a empresa defende a aplicação de correção pelo IGP-M, elevando a cobrança para cerca de R$ 68 milhões.
Apesar da diferença financeira nas negociações com a patrocinadora, a diretoria alvinegra busca alternativas comerciais para viabilizar o acordo e reduzir o impacto financeiro. Enquanto as conversas e os processos seguem em andamento, o foco imediato do clube permanece concentrado no desempenho em campo para garantir a permanência na elite do futebol brasileiro.