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Esportes

Corinthians na zona de rebaixamento e os planos da diretoria

Presidente Osmar Stabile minimiza crise com atletas, projeta quitação de valores em aberto e detalha saída de Marcelo Paz após revés no Brasileirão.

Por 3 min de leitura

Corinthians na zona de rebaixamento e os planos da diretoria
Corinthians na zona de rebaixamento e os planos da diretoria

Após a derrota por 3 a 2 para o Vasco em São Januário, resultado que empurrou o Corinthians para a zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro, o presidente Osmar Stabile veio a público para minimizar os problemas de relacionamento com o elenco e detalhar os planos financeiros do clube. O dirigente garantiu que a convivência com os atletas é positiva e prometeu pagar parte dos valores em atraso nos próximos dias.

O revés no Rio de Janeiro ampliou para dez o número de partidas consecutivas sem vitória do time alvinegro na competição nacional. Com 33 pontos somados, a equipe ocupa agora a 17ª colocação na tabela de classificação. Apesar do cenário esportivo delicado e da pressão crescente, Stabile negou qualquer tipo de atrito direto entre a presidência e os jogadores devido às pendências financeiras.

Em relação às obrigações trabalhistas, o Corinthians acumula uma dívida estimada em R$ 30 milhões referentes a três meses de direitos de imagem, além de valores de férias e premiações devidas ao grupo. Questionado sobre os prazos, o mandatário indicou que o clube busca novas fontes de receita diante da paralisação de empresas de apostas e projetou a realização de pagamentos de direitos de imagem e salários em regime CLT ainda para esta semana ou para os próximos dias.

Apesar da previsão de quitação parcial, fontes apontam divergências quanto ao impacto dos atrasos. Enquanto Stabile afirmou que os jogadores relatam que as pendências financeiras não influenciam no desempenho em campo e nem geram incômodo profundo, declarações anteriores de atletas, como o zagueiro Gabriel Paulista após a goleada sofrida para o Palmeiras, externaram insatisfação com a falta de segurança e com os atrasos prolongados por parte da gestão.

Durante sua manifestação na zona mista, o presidente também comentou a recente saída de Marcelo Paz do cargo de executivo de futebol. Segundo Stabile, a decisão partiu de um pedido do próprio ex-dirigente após o vazamento de números de telefone particulares seus e de seus familiares, o que resultou em uma avalanche de mensagens de torcedores e gerou um quadro insustentável de incomodação pessoal e familiar.

Stabile ainda aproveitou para comentar os desdobramentos financeiros extracampo, citando tratativas com a Caixa Econômica Federal em busca de alívio no fluxo de caixa da instituição. De acordo com o presidente, propostas foram apresentadas para renegociar o passivo da Neo Química Arena, permitindo temporariamente que recursos de bilheteria fiquem retidos no clube para auxiliar na resolução imediata dos problemas financeiros.

Na tentativa de estancar a crise e buscar a reabilitação no torneio, o Corinthians se prepara para enfrentar o Mirassol na próxima sexta-feira, às 20h, na Neo Química Arena, em confronto válido pela 33ª rodada. Restando seis rodadas para o término do campeonato, Stabile reforçou a necessidade de união entre diretoria, comissão técnica e jogadores para reverter a situação e evitar a queda para a segunda divisão.

Fontes consultadas

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