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Esportes

Corinthians reduz custos da base em 60% no primeiro ano de gestão

Departamento passou por reestruturação profunda sob o comando de Erasmo Damiani para enfrentar período sem competições.

Por 2 min de leitura

Corinthians reduz custos da base em 60% no primeiro ano de gestão
Corinthians reduz custos da base em 60% no primeiro ano de gestão

O Corinthians conseguiu reduzir em 60% os custos com a folha salarial e a estrutura das categorias de base durante o primeiro ano de gestão de Erasmo Damiani à frente do departamento. O processo de reestruturação envolveu cortes no número de atletas e de funcionários, além de alterações significativas nos processos internos do clube.

Segundo o executivo, o trabalho começou em um cenário desafiador que ele classificou como uma espécie de segunda pandemia, restrita apenas à realidade alvinegra. A chegada ao cargo ocorreu em outubro de 2025, em um momento em que a base sofria com a ausência de competições relevantes, provocada pela saída do clube do Movimento de Clubes Formadores após um impasse contratual.

Nas primeiras semanas, Damiani realizou um diagnóstico detalhado que envolveu atletas, funcionários e os setores de logística. Os cortes iniciais foram executados entre novembro e dezembro, eliminando funções sobrepostas e elencos considerados excessivamente grandes para a necessidade do departamento de formação.

A redução no quadro de funcionários chegou a aproximadamente 13%, enquanto a economia global atingiu a marca de 60 ao somar salários e despesas indiretas, como alimentação, transporte, lavanderia, uniformes, planos de saúde e alojamento. Algumas categorias chegaram a acumular cerca de 60 jogadores antes das mudanças administrativas.

Com grupos menores e mais enxutos, as decisões sobre a permanência dos jovens passaram a ser tomadas em conjunto por gestores, comissões técnicas, psicólogos e nutricionistas. O objetivo principal deixou de ser apenas o volume para focar no potencial de evolução individual de cada atleta.

Apesar das dificuldades impostas pelo período de um ano e meio sem jogos de alto nível, os resultados esportivos começaram a responder positivamente. No Campeonato Brasileiro Sub-17, por exemplo, a meta inicial era terminar a primeira fase entre os oito primeiros, mas a equipe encerrou essa etapa na segunda colocação.

Para a próxima temporada, a fase mais intensa de cortes financeiros foi concluída, e os ajustes previstos serão pontuais e voltados para a qualificação dos elencos. A meta agora é utilizar a estrutura reorganizada para impulsionar o desenvolvimento técnico e a captação de novos talentos.

Fontes consultadas

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