Pular para o conteúdo
Entretenimento

Crescimento do humor de identificação e novos canais nas redes

Estratégias de entretenimento digital apostam em narrativas baseadas no cotidiano e na representatividade para atrair o público jovem.

Por 2 min de leitura

Crescimento do humor de identificação e novos canais nas redes
Crescimento do humor de identificação e novos canais nas redes

O ecossistema digital brasileiro tem testemunhado uma expansão expressiva de formatos baseados no humor de identificação e em pontos de vista cotidianos, conhecidos como POVs. Conteúdos que satirizam comportamentos recorrentes da política nacional ou que oferecem representatividade para minorias ganham destaque e milhões de visualizações nas principais plataformas de redes sociais.

No setor de entretenimento voltado à diversidade, a empresa POV Creators lançou oficialmente a ShadeTV no dia 1 de outubro. O canal digital foi criado para atender ao público feminino e à comunidade LGBTQIAPN+, oferecendo um espaço com conversas sem filtros, entretenimento e desafios, dando continuidade à estratégia de expansão da marca após o sucesso da NoodTV.

Idealizada para transformar audiência em comunidade, a nova programação estreou com três formatos originais: o 'Fundo Branco', focado em dinâmicas de relacionamentos; o 'Dezabafos com Z', comandado por Zabela; e o talk show de humor 'Alouka', apresentado por Rano. Cada atração conta com 12 episódios na primeira temporada, com distribuição prevista para o YouTube, Shorts, Reels, TikTok e X.

Segundo Hugo Grillo, sócio da iniciativa, a proposta busca colocar mulheres e pessoas LGBTQIAPN+ no centro das narrativas de forma leve e natural. A expectativa da empresa é consolidar a marca como referência para jovens entre 18 e 35 anos na creator economy brasileira.

Paralelamente aos canais de entretenimento, o humor político também ganhou força nas redes sociais com a proximidade das campanhas eleitorais. Perfis de criadores e usuários comuns ironizam comportamentos típicos de candidatos que reaparecem nos municípios apenas durante o período de votação, utilizando o exagero como forma de sátira.

A atriz e roteirista Gabrielle Farias destacou que a comédia funciona como uma lente de aumento para os absurdos da política, transformando clichês eleitorais em ferramentas de catarse coletiva. Vídeos virais de sátira política acumulam milhões de visualizações e geram debates entre os seguidores sobre a repetição de padrões na administração pública.

Fontes consultadas

Leia também