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Crise na Bélgica após queda de governo por orçamento

Primeiro-ministro belga apresenta renúncia ao rei após fracasso em negociações orçamentárias.

Por 2 min de leitura

Crise na Bélgica após queda de governo por orçamento
Crise na Bélgica após queda de governo por orçamento

O primeiro-ministro da Bélgica, Bart De Wever, apresentou sua renúncia na última segunda-feira após o fracasso nas negociações de um orçamento credível para o país. O rei Philippe informou que vai aguardar até sexta-feira para decidir se aceita o pedido de demissão, após realizar consultas com líderes de partidos políticos.

De Wever assumiu o cargo em fevereiro de 2025 com o objetivo de enfrentar os graves problemas fiscais da nação europeia, mas não conseguiu obter o apoio necessário dos demais membros de sua coalizão governamental de cinco partidos para aprovar as medidas propostas.

A crise política ocorre em um cenário desafiador para a Bélgica, apontada como um dos países mais endividados da União Europeia, ao lado de França e Itália. A dívida pública nacional tem crescido continuamente ao longo dos anos, impulsionada por impactos acumulados de crises passadas, incluindo a pandemia de COVID-19 e turbulências no setor energético.

As projeções da Comissão Europeia indicam que a dívida belga deve alcançar 110% do Produto Interno Bruto neste ano. O pagamento de juros sobre esse montante representa um obstáculo expressivo para o governo, especialmente em um momento em que a administração busca elevar os investimentos na área de defesa.

Além das dificuldades fiscais e do impasse em torno do orçamento para 2027 que precisa ser resolvido até o final de dezembro, o governo enfrenta um clima de intensa tensão social. O país tem registrado protestos crescentes de estudantes e frequentes greves organizadas por sindicatos locais.

Enquanto o monarca conduz reuniões com lideranças partidárias para avaliar os próximos passos institucionais, o futuro da atual gestão permanece incerto, colocando à prova a estabilidade política e econômica da Bélgica diante de seus compromissos financeiros internacionais.

Fontes consultadas

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