Cruzeiro supera o Corinthians nos pênaltis e conquista a Libertadores Feminina
Em sua primeira participação no torneio continental, equipe mineira empata partida eletrizante por 4 a 4 no tempo regulamentar e garante o título inédito em Quito.
O Cruzeiro escreveu um capítulo histórico no futebol sul-americano ao conquistar a Copa Libertadores Feminina de 2026 neste sábado, no Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, no Equador. Após um empate emocionante por 4 a 4 no tempo regulamentar, a equipe mineira levou a melhor sobre o Corinthians na disputa por pênaltis e faturou o título continental em sua primeira participação na competição.
A decisão foi marcada por uma reviravolta impressionante na segunda etapa, após o Corinthians ir para o intervalo vencendo por 2 a 0. Logo aos três minutos do segundo tempo, Vic Albuquerque ampliou a vantagem das paulistas para 3 a 0, completando jogada iniciada por Letícia Monteiro e corta-luz de Duda Sampaio. O cenário parecia confortável para a equipe comandada pela técnica Emily Lima, que buscava o sétimo título de sua história no torneio.
No entanto, as Cabulosas reagiram rapidamente. Aos seis minutos, a atacante Byanca Brasil aproveitou uma falha da goleira Lelê para descontar. Pouco depois, a arbitragem assinalou pênalti após falta da arqueira corintiana em Marília, confirmado pelo VAR. A zagueira Vitória Calhau converteu a cobrança aos 11 minutos, reduzindo a diferença para 3 a 2 e incendiando a partida na altitude equatoriana.
O ritmo alucinante continuou na capital equatoriana. O Corinthians marcou o quarto gol aos 22 minutos, novamente com Vic Albuquerque, que finalizou de primeira da entrada da área. Contudo, o Cruzeiro não se entregou e buscou a igualdade com gols da lateral-direita Ketlin, de cabeça, aos 29 minutos, e da atacante Letícia, que subiu alto aos 46 minutos para escorar cruzamento de Byanca Brasil, fechando o placar em 4 a 4 e levando a decisão para as penalidades.
A campanha vitoriosa coroa a reestruturação da equipe celeste sob o comando do técnico Jonas Urias, que encontrou na solidez coletiva e no protagonismo ofensivo de atletas como Byanca Brasil os pilares para superar as adversidades da temporada. Do outro lado, o Corinthians encerra a competição amargando o vice-campeonato após uma campanha de destaque na primeira fase e o melhor ataque do torneio.
Além da taça continental, a conquista consagra o momento histórico do clube mineiro e garante ao Cruzeiro uma vaga no primeiro Mundial de Clubes Feminino, previsto para ser realizado em 2028, nos Estados Unidos. A preliminar do dia também definiu o terceiro lugar da competição, disputado entre Independiente Santa Fé e Olimpia, antecedendo o espetáculo da grande final em Quito.