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Cuiabá pede punição rigorosa e transfer ban de dois anos contra o Corinthians

Diretoria mato-grossense cobra endurecimento na CNRD após novo atraso em acordo de pagamento de dívidas.

Por 3 min de leitura

Cuiabá pede punição rigorosa e transfer ban de dois anos contra o Corinthians
Cuiabá pede punição rigorosa e transfer ban de dois anos contra o Corinthians

A diretoria do Cuiabá apresentou uma nova manifestação à Câmara Nacional de Resolução de Disputas da Confederação Brasileira de Futebol solicitando o endurecimento das penalidades aplicadas ao Corinthians. O pedido ocorre após o clube paulista acumular novos atrasos nos pagamentos referentes à compra dos direitos do volante Raniele, além de outras pendências financeiras reunidas em um plano coletivo de acordos.

No documento enviado à entidade, o clube mato-grossense requer a implementação de um transfer ban de dois anos para impedir o registro de novos atletas pelo Timão. Além disso, o Cuiabá pede a extinção do certificado de clube formador do adversário, a dissolução do plano coletivo de pagamento de dívidas e a abertura de uma investigação formal por parte da Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol.

O litígio ganhou força após o segundo atraso consecutivo do Corinthians no cronograma estabelecido pela CNRD. A última parcela pendente está estimada em R$ 8 milhões. Em julho, o clube paulista já havia falhado no pagamento da quinta parcela do acordo de R$ 76 milhões, homologado no ano passado para quitar débitos com diversos credores ao longo de seis anos, o que havia motivado um bloqueio de transferências com validade inicial de seis meses.

Em nota oficial divulgada à imprensa, o Sport Club Corinthians Paulista informou que tem ciência da situação envolvendo o acordo na CNRD e que continua trabalhando para regularizar as pendências financeiras. A diretoria alvinegra destacou que o clube está empenhado em encontrar soluções dentro do processo de reestruturação que atualmente conduz, tratando o tema como prioridade absoluta.

A crise financeira do Corinthians é apontada como o principal fator para a sequência de descumprimentos contratuais. O clube comunicou recentemente à câmara de resolução que enfrenta dificuldades severas e que já desembolsou mais de R$ 170 milhões apenas para abater dívidas ao longo de 2026, com o endividamento total estimado em R$ 2,8 bilhões.

Paralelamente aos problemas na esfera nacional com a CBF, a equipe paulista acumula sanções internacionais impostas pela Fifa, somando mais de 150 dias impedido de registrar reforços devido a pendências com equipes estrangeiras como o Philadelphia Union e o Santos Laguna. Dentro de campo, o momento também exige atenção, com o time lutando nas rodadas decisivas do Campeonato Brasileiro para se distanciar da zona de rebaixamento.

Cabe agora à CNRD analisar os novos pedidos protocolados pelo Cuiabá e definir se aplicará sanções adicionais ou se manterá os parâmetros atuais do acordo coletivo. Caso a câmara decida pela dissolução do plano unificado, o Corinthians perderá benefícios importantes e voltará a arcar com juros incidentes sobre cada uma das obrigações cobradas individualmente pelos credores.

Fontes consultadas

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