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Saúde

Cuidados com a pele e menopausa exigem cautela e orientação médica

Especialistas alertam sobre os limites de receitas caseiras e suplementos na busca por rejuvenescimento e alívio de sintomas.

Por 3 min de leitura

Cuidados com a pele e menopausa exigem cautela e orientação médica
Cuidados com a pele e menopausa exigem cautela e orientação médica

A busca por alternativas naturais para o cuidado com a pele e para o alívio dos sintomas da menopausa tem ganhado destaque em rotinas de autocuidado. Mulheres que enfrentam mudanças fisiológicas a partir dos 40 anos frequentemente recorrem a soluções caseiras e suplementos alimentares na expectativa de retardar sinais de envelhecimento e amenizar desconfortos hormonais.

No entanto, dermatologistas e profissionais de saúde lembram que a popularidade de receitas na internet, como cremes faciais à base de babosa, óleo de coco e cera de abelha, nem sempre vem acompanhada de respaldo científico. Embora essas misturas possam proporcionar uma sensação imediata de maciez e hidratação superficial devido às propriedades emolientes, faltam evidências clínicas robustas que comprovem sua capacidade de estimular a produção de colágeno na derme.

A ciência reconhece a Aloe vera principalmente como um agente auxiliar na umidade da camada superficial da pele, mas ressalta que o uso tópico difere do consumo oral. Além disso, produtos caseiros que contêm água exigem atenção redobrada quanto à estabilidade microbiológica, pois a ausência de conservantes adequados pode favorecer a proliferação de fungos e bactérias, tornando indispensável a realização de testes de contato para evitar reações alérgicas.

Paralelamente, o período que antecede e sucede a menopausa traz desafios como ondas de calor, alterações de humor e perda de massa óssea e muscular. Diante disso, a procura por suplementos para menopausa cresce, abrangendo desde nutrientes como cálcio e vitamina D até compostos vegetais como isoflavonas de soja, linhaça e cimicífuga.

Especialistas destacam que a suplementação pode ser útil para corrigir deficiências nutricionais comprovadas ou apoiar a saúde óssea, mas alertam que produtos naturais não são isentos de efeitos colaterais ou interações medicamentosas. O uso de isoflavonas e extratos vegetais exige cautela, especialmente em mulheres com histórico de doenças sensíveis a hormônios, como o câncer de mama.

Ademais, produtos vendidos como suplementos não passam pelo mesmo rigor de comprovação de eficácia exigido para os medicamentos. Doses excessivas de vitaminas e minerais podem sobrecarregar o organismo, causando desde problemas renais até interferências em tratamentos para pressão alta, diabetes e distúrbios de coagulação.

Por fim, profissionais reforçam que nenhuma cápsula ou receita caseira substitui uma avaliação médica individualizada nem compensa hábitos inadequados. A adoção de uma rotina equilibrada, que inclua atividades físicas regulares, alimentação rica em nutrientes e a proteção solar diária recomendada pela Anvisa, permanece como a base mais segura para a preservação da saúde e do bem-estar ao longo do envelhecimento.

Fontes consultadas

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