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Esportes

Dadá Figueiredo, pioneiro do surfe radical no Brasil, morre aos 61 anos

Ícone das décadas de 1980 e 1990, surfista carioca marcou o esporte ao introduzir manobras inspiradas no skate e forte ligação com a contracultura.

Por 3 min de leitura

Dadá Figueiredo, pioneiro do surfe radical no Brasil, morre aos 61 anos
Dadá Figueiredo, pioneiro do surfe radical no Brasil, morre aos 61 anos

O surfista e shaper Dávio Correia Figueiredo, amplamente conhecido como Dadá Figueiredo, morreu aos 61 anos no final de semana, no Rio de Janeiro. A Federação de Surf do Estado do Rio de Janeiro (Feserj) e portais de notícias confirmaram o falecimento, ocorrido após o atleta ser internado com complicações de uma pneumonia. As datas exatas variam entre sábado, 24 de outubro, e sábado, 25 de outubro de 2026, conforme divergências nas fontes de imprensa.

Nascido na capital fluminense, Dadá marcou o esporte nacional nas décadas de 1980 e 1990 ao inovar com um estilo baseado em movimentos verticais, rasgadas, laybacks e aéreos. Como morava no bairro da Tijuca e longe da praia durante a infância, ele utilizava o skate no asfalto e transportou essa dinâmica para as ondas, antecipando características do surfe moderno e influenciando gerações de atletas.

Entre suas principais conquistas competitivas estão o título carioca e a vitória no torneio Sea Club Final Heat, ambos alcançados em 1989 em Saquarema. Em 1993, ele também foi eleito o melhor freesurfer do Brasil por leitores de uma revista especializada, consolidando sua reputação em uma vertente que prioriza a expressão individual e a criatividade.

A trajetória do surfista transcendeu o esporte por meio de sua forte conexão com a contracultura e o movimento punk rock. Dadá atuou como baixista da banda punk Os Normais e criou marcas de vestuário e equipamentos voltadas ao surfe, como a Anti-Fashion e a Necrose Social, unindo atitude autêntica e identidade alternativa.

A Feserj destacou em nota oficial o impacto de sua atuação na cultura esportiva do estado e do país. A entidade pontuou que o surfista revolucionou os anos 1980 com atitude autêntica e radicalidade nas ondas, quebrando paradigmas e transformando a cultura do surfe ao inspirar praticantes com verdadeira paixão e identidade.

Ao longo da vida, o atleta enfrentou desafios pessoais, incluindo a luta contra a dependência química e episódios de violência citados em registros biográficos. Em uma nova fase, tornou-se pastor evangélico, dedicou-se à fabricação e ao conserto de pranchas e abriu uma escola de surfe na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, passando a atuar na formação de novos talentos.

Sua história singular e controversa foi eternizada nas telas no documentário Radical: A controversa saga de Dadá Figueiredo. Pai de três filhos, entre eles o também surfista Dávio Figueiredo, Dadá deixa um legado duradouro na história da modalidade no Brasil, reconhecido por entidades esportivas e admiradores por sua contribuição técnica, cultural e educacional.

Fontes consultadas

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