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Documentário sobre Elizabeth Holmes estreia com bilheteria expressiva

Produção codirigida por Nathan Fielder e Lance Oppenheim faturou US$ 15 milhões em seu lançamento nos cinemas.

Por 2 min de leitura

Documentário sobre Elizabeth Holmes estreia com bilheteria expressiva
Documentário sobre Elizabeth Holmes estreia com bilheteria expressiva

O documentário "You Can See Everything", que acompanha a fraudadora de tecnologia Elizabeth Holmes em sua residência durante o mês que antecedeu o início de sua pena de 11 anos de prisão, registrou uma bilheteria impressionante de US$ 15 milhões em sua estreia nos Estados Unidos e no Canadá, mesmo sendo exibido em um circuito limitado de 855 salas.

A obra, distribuída pela A24 e codirigida pelo comediante Nathan Fielder e por Lance Oppenheim, garantiu a segunda maior abertura da história para um documentário nas bilheterias norte-americanas, ficando atrás apenas de "Fahrenheit 9/11", lançado em 2004 por Michael Moore.

Além disso, o longa-metragem alcançou o maior lançamento para qualquer filme exibido em menos de mil salas desde "Borat", de 2006. O faturamento na estreia colocou a produção na segunda posição geral do ranking, atrás apenas da adaptação de videogame "Street Fighter", da Paramount, que estreou arrecadando US$ 31 milhões na América do Norte.

Elizabeth Holmes ganhou notoriedade global após ser condenada por fraudar investidores em sua empresa de exames médicos, a Theranos. Sua trajetória gerou intensa repercussão midiática e inspirou livros, podcasts e a minissérie "The Dropout", estrelada por Amanda Seyfried.

Em "You Can See Everything", Fielder adota sua marca registrada de borrar as fronteiras entre documentário, experimento social e comédia de pegadinha ao se inserir na narrativa. A produção mostra Holmes convidando uma equipe de filmagem cética para registrar seus passos exatos trinta dias antes de sua detenção.

O primeiro teaser do filme foi lançado no mês passado, logo após uma estreia surpresa no Festival de Cinema de Telluride, no Colorado, gerando forte repercussão nas redes sociais. A recepção da crítica especializada foi altamente positiva, com publicações como The Guardian e Financial Times concedendo cinco estrelas à obra.

Com avaliações entusiasmadas e forte apelo do público, o documentário já surge nas conversas da temporada de premiações como um forte candidato a uma indicação ao Oscar de melhor documentário de longa-metragem na próxima edição da premiação da Academia.

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