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Economia

Dólar encerra cotado a R$ 5,08 enquanto mercado avalia cenário cambial

A moeda norte-americana fechou em alta com oscilações durante o dia, enquanto analistas discutem projeções para o câmbio e impactos na economia.

Por 2 min de leitura

Dólar encerra cotado a R$ 5,08 enquanto mercado avalia cenário cambial
Dólar encerra cotado a R$ 5,08 enquanto mercado avalia cenário cambial

O dólar comercial encerrou a sessão negociado a R$ 5,0884 para venda e a R$ 5,0864 para compra, registrando alta de 1,15%. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0375 e a máxima de R$ 5,0990, refletindo o comportamento do mercado de câmbio brasileiro, que funciona diariamente entre 9h e 17h.

A cotação da moeda estrangeira sofre influência direta de diversos fatores do cenário econômico nacional e internacional. Entre os principais direcionadores estão os movimentos do mercado dos Estados Unidos, além de repercussões vindas de economias como China, Rússia e União Europeia na valorização ou desvalorização do real.

Para o horizonte de 2026, o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, aponta uma perspectiva de valorização da moeda americana, com estimativa de encerramento do ano cotada a R$ 5,50. No entanto, especialistas divergem dessa projeção oficial e ponderam que a volatilidade dificulta previsões de longo prazo.

Segundo o professor Mauricio Weiss, da UFRGS, a tendência natural seria para uma manutenção ou apreciação do real frente ao dólar. Contudo, o cenário econômico para o período conta com elementos de incerteza que podem trazer forte flutuação para o câmbio.

Entre os pontos de atenção apontados por analistas para o ano de 2026 estão a previsão de mudança na presidência do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, prevista para maio, e as eleições brasileiras marcadas para outubro, datas que costumam intensificar a reação dos agentes financeiros.

Especialistas lembram que a oscilação cambial não se restringe aos investidores ou ao mercado financeiro, gerando reflexos práticos na economia real. O encarecimento da moeda americana eleva os custos de importação de insumos essenciais, como fertilizantes, combustíveis, trigo e medicamentos.

Esse fenômeno de transmissão cambial acaba pressionando a inflação interna, o que pode exigir taxas de juros mais altas por parte da autoridade monetária para conter a alta de preços. Como consequência, o crédito para empresas e famílias sofre encarecimento, impactando diretamente o custo de financiamentos e o poder de compra da população.

Fontes consultadas

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