Eleições de meio de mandato nos EUA definem o controle do Congresso
Democratas e republicanos encerram campanhas nesta segunda-feira em meio a disputas acirradas e debates sobre o futuro da gestão de Donald Trump.
Os eleitores americanos vão às urnas nesta terça-feira para as eleições de meio de mandato, as chamadas midterms, que definirão a renovação total da Câmara dos Representantes e de um terço do Senado. A votação é amplamente vista como um referendo sobre a gestão do presidente Donald Trump e pode alterar significativamente o equilíbrio de forças em Washington, com o Partido Democrata buscando conquistar a maioria em ambas as casas do Congresso para limitar a agenda governamental e abrir caminho para possíveis investigações e processos de responsabilização.
Pesquisas recentes apontam um cenário competitivo em vários estados tradicionalmente inclinados aos republicanos, impulsionado pela insatisfação popular com a condução da economia e o custo de vida. Os democratas registraram avanços em estados decisivos como Texas, Kansas, Iowa e Ohio, embora o partido também enfrente divisões internas, como o racha em Michigan após uma deputada cruzar a linha partidária para apoiar um candidato republicano na reta final da campanha.
O processo eleitoral deste ano bateu recordes de votação antecipada, com mais de 50 milhões de eleitores depositando seus votos de forma presencial ou por correspondência. Paralelamente, a campanha foi marcada por gastos bilionários em publicidade, com forte atuação de doadores individuais e figuras públicas de destaque, refletindo a alta polarização política que mobiliza eleitores independentes em todo o país.
A disputa pelo Senado é considerada o maior obstáculo para a oposição, que precisa garantir assentos estratégicos para obter a maioria na câmara alta. Enquanto isso, o presidente Trump intensificou os esforços nas últimas semanas para mobilizar sua base, realizando comícios diários e apresentando recursos jurídicos de última hora na Suprema Corte para questionar regras de votação por correspondência em estados como a Califórnia.
Outro ponto de destaque no cenário de segurança e fiscalização eleitoral foi a exclusão da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, que não recebeu convite para acompanhar o pleito pela primeira vez desde 2002. Em contrapartida, o Departamento de Justiça mobilizou mais de mil observadores federais pelos estados, enquanto partidos e organizações civis organizaram esquemas próprios de monitoramento para garantir a integridade da votação.
Caso os democratas consigam assumir o controle do Congresso, a dinâmica de poder nos últimos dois anos do mandato presidencial será severamente restringida, dificultando a aprovação de leis e nomeações federais. Por outro lado, se os republicanos mantiverem o domínio parlamentar ou ao menos o controle de uma das casas, a atual administração poderá barrar iniciativas da oposição e consolidar sua agenda política.
Fontes consultadas
- Democratas ganham força em estados decisivos nas midterms nos EUA www1.folha.uol.com.br
- Derrota nas Midterms poderia levar a novo impeachment de Trump; entenda | Blogs | CNN Brasil cnnbrasil.com.br
- Eleições nos EUA: partidos encerram campanha antes das decisivas | G1 g1.globo.com
- Republicanos e democratas apresentam argumentos finais para eleições de meio de mandato, e Michigan agita disputa terra.com.br
- OSCE excluída das eleições intercalares nos EUA noticiasaominuto.com