Pular para o conteúdo
Esportes

Esportes da Sorte pede rescisão com o Corinthians, mas clube contesta

Patrocinadora quer encerrar contrato máster sem pagar multa devido a regras de apostas, enquanto a diretoria alvinegra defende a manutenção da suspensão do vínculo.

Por 2 min de leitura

Esportes da Sorte pede rescisão com o Corinthians, mas clube contesta
Esportes da Sorte pede rescisão com o Corinthians, mas clube contesta

A empresa Esportes da Sorte enviou uma notificação ao Corinthians para solicitar a rescisão do contrato de patrocínio máster sem o pagamento de multa rescisória. A diretoria do clube paulista discorda da interpretação da companhia sobre o fim da parceria e abriu conversas para definir o futuro do acordo, que tem validade prevista até dezembro de 2029.

O pedido foi encaminhado aos dirigentes alvinegros no início da semana. O acerto, renovado em fevereiro, garante o repasse anual de R$ 150 milhões fixos ao clube. No entanto, o vínculo encontra-se atualmente suspenso desde o dia 6 de outubro.

A suspensão ocorreu por causa de uma medida provisória do Governo Federal que proibiu a operação e a veiculação de publicidade de casas de apostas e cassinos virtuais no Brasil. Como o texto legal ainda depende de deliberação e aprovação no Congresso Nacional, o Corinthians sustenta que o contrato deve continuar apenas suspenso, sem respaldo para um rompimento unilateral nos moldes exigidos pela empresa.

A diretoria corintiana também avalia que, caso a rescisão seja inevitável, a patrocinadora precisa arcar com os valores referentes à multa contratual. Por outro lado, a Esportes da Sorte entende que já possui o direito de encerrar o acordo de forma definitiva. Os departamentos jurídicos de ambos os lados discutem os próximos passos para tentar alcançar um consenso.

O eventual fim da parceria também pode colocar a empresa na condição de credora do clube. O Corinthians recebeu um montante de R$ 47 milhões em adiantamentos e solicitou novas antecipações — estimadas em cerca de R$ 60 milhões no total — para honrar compromissos financeiros, incluindo o pagamento de salários atrasados do elenco de futebol.

Para tentar minimizar os impactos da ausência da marca em seu uniforme, o clube buscou alternativas comerciais. Após uma exibição pontual de outra empresa, a diretoria fechou um contrato de patrocínio com a Shopee para ocupar o espaço principal da camisa, com vigência estipulada até o fim de 2026.

O impasse regulatório e comercial também será debatido em instâncias superiores. Representantes do Corinthians e da Esportes da Sorte têm presença confirmada em uma audiência pública convocada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendada para o dia 3 de novembro em Brasília, com o objetivo de analisar os desdobramentos da proibição das apostas esportivas.

Fontes consultadas

Leia também