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Política

EUA condicionam apoio financeiro à Argentina a permanência de governo à direita

Embaixador norte-americano afirmou que investimentos futuros dependem dos rumos políticos do país após as eleições presidenciais de 2027.

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EUA condicionam apoio financeiro à Argentina a permanência de governo à direita
EUA condicionam apoio financeiro à Argentina a permanência de governo à direita

O governo dos Estados Unidos condicionou a continuidade de seu apoio financeiro à Argentina para além de 2027 à manutenção de uma diretriz política voltada para a direita. A declaração foi feita pelo embaixador norte-americano no país sul-americano, Peter Lamelas, durante um discurso direcionado a líderes empresariais realizado em Neuquén.

Segundo o diplomata, os investimentos previstos até o final de 2027, que podem alcançar o montante de US$ 20 bilhões para projetos estratégicos, estão garantidos para a gestão do presidente Javier Milei. No entanto, a extensão da cooperação financeira no futuro dependerá diretamente da direção que o eleitorado e a política argentina adotarem no pleito presidencial marcado para outubro de 2027.

Lamelas enfatizou que Washington apoia o atual governo e o povo argentino, desde que o país siga no que classificou como o caminho correto, alinhado à direita e distante da esquerda. O embaixador reforçou que os recursos estarão disponíveis até o final do mandato atual, reiterando que o cenário posterior será avaliado conforme os desdobramentos políticos.

Os recursos anunciados envolvem a atuação de instituições como o Banco de Exportação e Importação dos Estados Unidos, a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional e o Departamento de Estado. Esse pacote integra iniciativas voltadas ao desenvolvimento de infraestrutura e do setor energético, com destaque para a exploração de hidrocarbonetos na região de Vaca Muerta e o Corredor Andes-Atlântico.

O montante mencionado por Lamelas quase triplica um pacote prévio de US$ 7 bilhões acordado em setembro para projetos de infraestrutura e exportação de gás natural liquefeito. O alinhamento entre Washington e Buenos Aires também se refletiu em momentos anteriores, como no suporte a acordos financeiros internacionais e em operações de estabilização cambial durante períodos eleitorais sensíveis.

Enquanto a administração norte-americana condiciona o apoio a longo prazo à manutenção do perfil ideológico da Casa Rosada, o cenário político interno argentino aponta para uma disputa acirrada. Pesquisas de opinião divulgadas recentemente indicam um empate técnico em um eventual segundo turno entre o presidente Javier Milei e a oposição liderada pelo governador da província de Buenos Aires, Axel Kicillof.

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