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EUA marcam execução de Nidal Hasan para dezembro com pelotão de fuzilamento

O ex-major do Exército americano condenado pelo massacre de Fort Hood em 2009 será executado publicamente por transmissão ao vivo.

Por 3 min de leitura

EUA marcam execução de Nidal Hasan para dezembro com pelotão de fuzilamento
EUA marcam execução de Nidal Hasan para dezembro com pelotão de fuzilamento

O governo dos Estados Unidos marcou para o dia 3 de dezembro, às 13h, a execução de Nidal Hasan, ex-major do Exército e psiquiatra que cometeu um massacre na base militar de Fort Hood, no Texas, em novembro de 2009. A decisão foi recomendada pelo secretário de Guerra, Pete Hegseth, e aprovada pelo presidente Donald Trump, marcando a primeira execução militar americana desde 1961 e o primeiro fuzilamento desde 1945.

O ataque perpetrado por Hasan há quase 17 anos resultou na morte de 13 pessoas — incluindo um feto, conforme apontado por registros jornalísticos, ou 12 soldados e um civil, segundo dados do tribunal militar — e deixou dezenas de feridos. Durante o atentado no centro de processamento de Fort Hood, o atirador disparou mais de 140 vezes enquanto gritava palavras de ordem em árabe. Em 2013, um tribunal militar o condenou por 13 acusações de homicídio premeditado e 32 acusações de tentativa de homicídio premeditado.

Segundo o anúncio da administração, a execução ocorrerá na própria base de Fort Hood e será transmitida publicamente ao vivo pela internet. O secretário Pete Hegseth justificou a medida afirmando que a publicidade do ato serve para demonstrar consequências severas para crimes dessa natureza. O horário escolhido coincide com o momento exato em que o ataque ocorreu em 2009, sendo executado por soldados com fuzis.

Apesar da data marcada, especialistas jurídicos alertam que o processo pode sofrer atrasos consideráveis. Juristas como Eugene Fidell, da Faculdade de Direito de Yale, apontam que Hasan tem o direito de recorrer à Justiça federal por meio de um habeas corpus para contestar sua detenção. Caso o condenado exerça esse direito, os trâmites judiciais podem se estender por vários anos, ultrapassando o atual mandato presidencial.

O anúncio gerou reações mistas entre sobreviventes e familiares das vítimas do massacre. Enquanto alguns veem a medida como um passo rumo à justiça, outros expressam hesitação em acompanhar a execução. Sobreviventes como Julia Wilson afirmam pretender comparecer ao ato para simbolizar que não foram vencidas, mas ressaltam que a punição capital não traz o encerramento completo de seus traumas.

Além da execução, grupos de sobreviventes cobram mudanças na classificação oficial do massacre. Eles pedem que o episódio deixe de ser tratado legalmente como simples 'violência no local de trabalho' e passe a ser reconhecido formalmente como um ato de terrorismo doméstico. Os afetados argumentam que a atual classificação impõe barreiras financeiras e médicas para o acesso a tratamentos de saúde, especialmente para trabalhadores civis presentes no posto militar durante o ataque.

A decisão de transmitir publicamente a pena capital também gerou debates e críticas no cenário internacional e doméstico sobre o simbolismo e os riscos associados à medida. Críticos apontam que a exposição do ato pode servir como propaganda extremista, enquanto apoiadores reforçam o rigor na aplicação da pena máxima a crimes de extrema gravidade.

Fontes consultadas

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