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Ex-marido é condenado à prisão perpétua nos EUA por morte de galerista

Daniel Sikkema foi responsabilizado por planejar e financiar o assassinato do marchand Brent Sikkema, morto a facadas no Rio de Janeiro em 2024.

Por 3 min de leitura

Ex-marido é condenado à prisão perpétua nos EUA por morte de galerista
Ex-marido é condenado à prisão perpétua nos EUA por morte de galerista

O americano Daniel Sikkema foi condenado à prisão perpétua nos Estados Unidos por planejar e pagar pelo assassinato de seu ex-marido, o galerista Brent Sikkema, que foi encontrado morto a facadas em janeiro de 2024 na residência que possuía no bairro Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A sentença foi anunciada pelo Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova York, após o réu de 56 anos ser considerado culpado em maio por crimes que incluem homicídio por encomenda e conspiração para cometer assassinato em outro país.

Segundo as investigações conduzidas pelas autoridades americanas e brasileiras, o crime foi motivado por ganância e ocorreu em meio a um processo de divórcio conturbado entre o casal, que disputava a divisão de bens e a guarda do filho. O gabinete do procurador federal descreveu a ação como um plano frio e calculado, destacando que o mandante manipulou amigos, familiares e funcionários ao longo de meses para ocultar a origem dos pagamentos feitos ao executor do crime.

A acusação apontou que Daniel começou a arquitetar o homicídio ainda em 2023, contratando o cubano Alejandro Triana Prevez para realizar a execução. Para financiar o plano, foram realizadas 11 transferências financeiras utilizando nomes de pessoas próximas sem o consentimento delas. Na manhã de 14 de janeiro de 2024, Brent Sikkema foi atingido por 18 facadas na casa de férias na capital fluminense.

Detalhes apresentados no processo indicam que, minutos após o crime, o executor telefonou diversas vezes para o mandante por meio de um número de telefone secreto combinado previamente para tratar da empreitada criminosa. Logo em seguida, o ex-marido enviou US$ 5 mil ao assassino, com a promessa de repasses adicionais que totalizariam quantias maiores pelo serviço.

A defesa de Daniel sustentou durante o julgamento que os valores repassados referiam-se a serviços prestados pelo cubano e argumentou inicialmente pela inocência do cliente, cujos advogados não informaram se pretendem recorrer do veredito. Por sua vez, a equipe jurídica do executor afirmou que a decisão fez justiça ao apontar Daniel como o mentor intelectual das ameaças e do assassinato.

Enquanto o mandante cumprirá sua pena atrás das grades nos Estados Unidos, o processo contra o executor Alejandro Triana Prevez segue tramitando na Justiça brasileira. O cubano foi preso dias após o crime em uma rodovia em Minas Gerais e aguarda julgamento no Complexo de Bangu, no Rio de Janeiro, com previsão de ir a júri em fevereiro de 2027.

Fontes consultadas

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